domingo, 22 de novembro de 2009

Treino e café

Hoje eu tinha combinado um treino com o Nathaniel. Na verdade tínhamos combinado ontem, mas ele não pôde, então ficou para hoje.

Ele não é exatamente um corredor, fica cansado logo, acabamos andando a maior parte do percurso, que não foi tão curto de qualquer forma. O bom é que ele mora a 6 Km da minha casa, então eu fiz um bom treino até a casa dele. Depois foi lento, andamos e conversamos muito.

Fomos parar numa padaria onde comemos um café da manhã muito bom (mas dado o preço tinha que ser bom mesmo). A foto aí mostra a gente no final do café.

Foi bom, conversamos bastante. Eu tenho estado bastante ocupado no trabalho e é sempre bom essas coisas que saem um pouco da rotina. Apesar de termos conversado um pouco de trabalho, é inevitável. O papo foi para outros lados também, falamos da imigração para o Canadá, falamos dos projetos dele, do casamento dele, até ele querer me emprestar um livro do Paulo Coelho. Ele é a segunda pessoa que me fala maravilhas do Paulo Coelho. Mas sinceramente, é o tipo de livro que eu nem sei se conseguiria ler (na verdade eu não sei direito sobre o que é o livro por isso melhor não falar muito). Por causa disso eu mencionei o livro Blink, que é muito fraco. Acontece que ele leu duas ou tres vezes, ele adorou. Pronto, lá vamos nós discutir o livro, eu tentando provar a ele que ele foi enganado por um sujeito que quer ser famoso e vender livro. E boa parte da nossa conversa foi sobre isso, mas muitas vezes saindo do contexto do livro.

Deixamos a padaria e eu rodei mais uns 2 Km até chegar em casa. Foi uma manhã bem legal... Não é igual os megas encontros que a Mayumi participa, mas eu chego lá...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CBC Radio One

A CBC Radio One é uma rádio estatal do Canadá, ligada a uma TV também pública. A TV lembra a nossa TV Cultura. Com a diferença de que a CBC (Canadian Broadcasting Corporation) é uma das líderes de audiência por aqui.

Eu sempre gostei de ouvir rádio (na verdade eu não tenho muita escolha agora que não tenho TV) e a CBC é uma rádio muito informativa. Talvez mais ou menos como a CBN no Brasil, mas com mais documentários e menos notícias. Você pode ouvir ela aqui. Selecione uma cidade e manda bala. Uma coisa legal é que a rádio está presente em muitas cidades no Canadá. Assim dá para acessar a CBC em Vancouver e pegar a programação que passa mais cedo. Ou a de Yukon e ver como tá a temperatura lá no Norte do Canadá. Ou a de Saint John e pegar a programação mais da noite. Enfim, fica a dica se vc estiver afim de calibrar o ingles. As 9h da noite, horário de Toronto (3 horas atras de São Paulo) tem o programa "Ideas". É um documentário legal, estou ouvindo agora, está falando sobre Charles Darwin, sua vida e a criação da Teoria da Evolução.

Vacina para a gripe suina

Hoje a vacina contra a gripe suina foi disponibilizada para qualquer um que quiser tomar. É difícil entender o quanto desta gripe é sensacionalismo e o quanto ela é realmente perigosa. A impressão é que ela é menos problematica que a gripe comum.

Visto isso eu ainda estou em dúvida se tomo a vacina ou não. Eu nunca tomei a vacina contra a gripe normal. E eu tenho a impressão que esta vacina veio muito rápida e sem testes suficientes. Ninguem sabe direito quais são os efeitos colaterais e os efeitos a longo prazo. Muita gente está tomando e muita gente não está. Os defensores dizem que se nem todos tomarem a vacina, a gripe suina vai ficar por aí, pulando de um em outro, nunca vamos nos livrar dela. Os contra a vacina dizem que não é segura e até que e maracutaia do governo e empresas de medicamento para ficarem ricos. Nessa linha tem até os que fala que a tal gripe não existe. Mas ela passou pelo Brasil, firme e forte e fazendo vítimas... Preciso decidir, vacina or not vacina, eis a questão...

O Metrô parou

Hoje eu saí para o almoço e naquela hora havia algo estranho, centenas de pessoas se enfileiravam no ponto de ônibus da Yonge e Bloor. Esse ponto fica sobre a linha de metrô e só passa ônibus ali quando não tem metrô (de madrugada via de regra). Logo passou pela cabeça que o metrô não estaria rodando. Mais tarde no trabalho a garota da recepção avisou a gente para achar outro jeito de ir para casa pois o metrô da Yonge estava parado. O pessoal começou a fazer os planos, um de carro oferecendo carona aqui, outros combinando de rachar um taxi ali. Mas eu estava de bike, então vida normal.

No caminho de casa peguei as ruas congestionadas como nunca havia visto aqui. Chegando em casa fui conferir na internet porque o metrô tinha parado. Havia uma galera fazendo obras na rua acima do túnel do metrô e eles acabaram cavando muito fundo e atingindo o túnel do trem. A galera do metrô por segurança parou o sistema entre 6 estações. No lugar começaram a rodar ônibus que estavam muito lotados. Agora a noite o pessoal do metrô já consertou o estrago e parece que voltou tudo ao normal já.

Foi um acontecimento de se notar pois o metrô parou numa linha muito movimentada no horário de pico. Muita gente brava pois o metrô anunciou aumento de tarifas para ano Janeiro, mas, segundo a galera, fica deixando o povo na mão. Bem, eles não conhecem o metrô de São Paulo... O metrô de Toronto é velho e pequeno e segundo ouvi recebe muito pouca verba do governo, o que o faz ser um dos mais caros da América do Norte, senão do mundo. Mas pelo menos não chega a ser tão lotado como em São Paulo.

Filmes

O Castelo Animado é um desenho animado japonês meio que no estilo de Harry Potter. Conta a estória de uma garota que é vítima de um feitiço que a faz ficar velha e vai morar com um mago, em um castelo mágico que caminha, guiado por Calcifer, um fogo falante. É um desenho legal, se você quer se distânciar um pouco dos problemas do dia a dia.

Enron: The Smartest Guys in the Room é um documentário que conta como a gigante Enron foi quebrada por seus gananciosos CEOs. É um documentário interessante, principalmente pelo tempo em que a picaretagem durou sem ser descoberta, e pelo número de pessoas envolvidas, que tornou isso possível.

domingo, 15 de novembro de 2009

Testes de Significância

O PH me enviou este artigo, que é ligado a este livro.

A primeira coisa que notei é que as revisões do livro não são todas positivas, na verdade 1/3 delas são bem negativas, no que pese termos apenas 12 revisões. Isso é interessante porque eu tenho notado que mesmo livros péssimos tem revisões positivas, mas para mim existe um viés aí. Poucas pessoas conseguem ver os problemas técnicos nas teorias. Os que não conseguem são maioria e serão impressionados e darão nota positiva. Assim, notas positivas refletem até certo ponto a quantidade dos que conhecem menos. Bom, essa é só uma teoria minha, que reconheço dever ser menos válida (se for válida de alguma forma) para livros mais técnicos como esse. Isso tudo só para dizer que então, pensando assim, eu comecei a ler o artigo com o pé atrás.

Eu não vou comentar muito o texto aqui pois ainda tenho que entender direito uns pontos, umas críticas que tenho ao artigo que não sei se são bem fundadas. Mas ainda que sejam, tenho que reconhecer que o texto é importante. A ciência tem se desenvolvido muito com base na regra do p-valor menor do que 5%, que é aplicada a toda hora, em todo artigo, por autores que não tem treinamento em estatística. Em inúmeros casos não rejeição da hipótese nula é tida como prova da própria hipótese nula, o que está longe de ser verdade. Temos que aprender que o teste de significância é uma ferramenta para nos ajudar a decidir pelas hipóteses, mas ele não decide.

O texto também critica o peso exagerado que damos para a precisão quando usamos testes de significancia, e ignoramos o tamanho do efeito. Dessa forma um efeito pequeno e preciso vale mais do que um efeito muito maior mas não tão preciso. Você pode pensar no quanto uma ação aumenta as vendas, como exemplo de efeito. Por isso é importante usar intervalos de confianças (que talvez por si só seria suficiente, poderíamos esquecer do p-valor).

Me parece que o assunto está surgindo com força agora. Vamos acompanhar porque o assunto não é novo. Pode ser que gere um pouco de polêmica e depois voltamos a má prática da ciência...

sábado, 14 de novembro de 2009

História do Canadá - Capítulo 13 - A Idade Revolucionária na América do Norte Britânica

A Revolução Industrial - A Inglaterra foi a nação mais avançada na Revolução Industrial, que começo no início do Século XIX. A invenção de máquinas foi gradualmente substituindo a mão de obra humana no trabalho. Os mais ricos puderam investir em fábricas e tinham poder de pressionar o governo para fazer leis que os protegiam. Veio com ela um novo materialismo e o enfraquecimento do espiritualismo. O método científico se desenvolveu, as cidades cresceram em detrimento da zona rural, riqueza foi distribuida geograficamente com o desenvolvimento do transporte e até as relações familiares entre homens, mulheres e crianças mudaram. As colônias eram vistas como um mercado consumidor e como fonte de matéria prima, o que ajudou-as a conseguir mais liberdade e o governo responsável.

Em 1851 as colonias Britâncias estabeleceram o comércio livre entre elas e os US. Alguns locais contavam com leis protecionistas para que produtos estrangeiros não tomassem o mercado dos produtos locais.

O transporte evoluiu muito nas colônias. A navegação a vapor se tornou viável por volta de 1810 e as ferrovias por volta de 1830. Diferente da Inglaterra, o transporte nas colônias se desenvolveu antes da Revolução Industrial. Por volta de 1860 estradas de ferros já ligavam os principais centros comerciais das colônias entre si e com os US, bem como o telégrafo. A construção de ferrovias causou aumento das tarifas para a população e dívidas para o governo.

O cresciento da população no Século XVIII e o fim das terras de graça nas colônias geraram uma migração do campo para a cidade. Por volta de 1840 era muita amão de obra barata nas cidades, o que contribuiu muito para o grande sucesso da Revolução Industrial. As próprias indústrias criavam desemprego e mão de obra barata. No início houve revolta de trabalhadores, com protestos e quebra de máquinas. Por volta de 1850 os trabalhadores começaram a se organizarem em uniãos para lutarem por melhores condições. No entanto apenas trabalhadores especializados (skilled) podiam participar das uniões. Outros trabalhadores eram demitidos e facilmente substituídos se participassem de uniões.

O sistema legal foi um instrumento que ajudou a acomulação de capital. As mudanças na economia fizeram o sistema legal ficar rapidamente obsoleto e ser obrigado a evoluir também. Novas leis relacionadas com propriedades, contratos, relações comerciais e patentes foram criadas.

Indústrias relacionadas a ferrovias, metais, móveis, agricultura, doces, transporte, tabaco, cerveja, textil foram as principais nas colônias. Algumas delas tinhammáquina a vapor, mas outras ainda dependiam da mão de obra barata. Montreal, Toronto e Saint John foram líderes na Revolução Industrial. Os empresários eram em geral pessoas do comércio que conseguiram acumular riqueza, mas a revolução Industrial possibitou que praticamente todas as classes conseguisse riqueza. a maioria dos trabalhadores e empresários eram homens. Mulheres e crianças trabalhavam em indústrias texteis e de tabaco.

A Revolução Industrial veio com o Iluminismo, uma revolução intelectual. A ciência cresceu muito nas colônias nessa época. cinetistas naturais calssificaram espécies de animais e vegetais. Química, Física, Biologia e Geologia eram ensinadas nas melhores faculdades.

As novas idéias do Iluminismo e a Revolução industrial trouxe o desejo por reformas. A separação entre Igreja e Estado foi a principal. Lutando pela manutenção do poder a igreja lutou por causas como movimentos evangelizadores, reforma na educação, fim da escravidão, hospitais e sanatórios. Nessa época surgiu o movimento da moderação (temperance) no uso do álcool, que argumentava combater a pobreza, crime, insanidade, violência e abuso de mulheres e crinaças. Esse é considerado o primeiro movimento de massa no Canadá.

Aconteceu também a Reforma da Educação nas colônias. Até então a educação era desorganizada, sem padrão, algumas escolas privadas e oturas da igreja. Os trabalhadores nãoeram simpáticos a idéia de escolas pois os filhos eram uma fonte de renda. Os mais ricos não eram simpáticos as novas idéias de educação porque pregava-se uma mesma escola para todos, e eles não queriam seus filhos junto com filhos de classes mais pobres. Escolas foram criadas que separavam raças e religião. Os professores eram em geral mulheres, com salários bem baixo. Por volta de 1860 o Canadá tinha 17 universidades, mas só os mais ricos tinham acessos às cercas de 1500 vagas nelas.

Com a idéia nova de que a insanidade, pobreza e criminalidade podiam ser curados ao invés de "suportados como parte da vida" fez com que sanatórios fossem criados na colônias para os com problemas mentais, os pobres e prisões que visavam a correção dos indivíduos envolvido com crimes. Na verdade as prisoes já existiam, mas passaram a serem vistas como lugares de correção, não punição.

A relação familiar mudou. A casa era o lugar de trabalho, entertenimento, religião, política e educação antes da Revolução Industrial. O Século XIX foi marcado pela distinção entre as vidas pública e privadas e a residência passou a ser o centro da segunda. A idéia cada vez mais passou a ser de que a moradia era o local de refúgio do ambiente externo de exploração e competição. A mudança aconteceu primeiro na classe média urbana. Famíais começaram a ter menos filhos e cada vez mais empregados visto que os filhos iam para a escola. A separação entre homens e mulheres quando a tipo de trabalho continuou a existir. Enquanto a classe média podia sobreviver com o trabalho do homem apenas, as classes mais pobres dependia do trabalho de todos e nelas não houve muitas alterações.

A culatura e artes também se desenvolveu no período. As colônias já contavas com jornais e foi nessa época que apareceram os primeiros escritores nascidos nas colônias britânicas. História era um tema que crescia no interesse da população. As revistas nas colônias tiveram dificuldades com a competição dos Americanos e dos jornais. Bibliotecas e teatros eram comuns nas principais cidades. A música no entanto parecia ser a forma de arte que mais atraia gente. Concertos, Coros, Óperas e Sinfonias tinham sempre bom público.

Havia pouco tempo naquela época para atividades de lazer e esportes. Os sábados eram reservados para a igreja. na zona rural famílias se juntavam para eventos como colheitas. Nos meses de inverno havia mais tempo para festas e visitas familiares. Haviam poucos feriados, sendo o Natal, Ano novo, Páscoa e chagada da primavera os principais. Jogos, esportes e compatições eram geralmente parte de muitas ocasiões festivas em meados do Século XIX. No Oeste diversões como briga de galos, bear-baiting (não sei como traduzir, mas a galera amarra o urso e solta os cachorros nele para verem eles se matarem), corridas de cavalo e lutas. O cricket era era o esporte principal do Canadá no século XIX. Niagara Falls já era uma grande atração então e já por volta de 1820 as cataratas já tinham perdido a maioria de sua belaza natural devido ao esforço para se fazer dinheiro do turismo na área. Com a ferrovia, Niagara Falls se tornou um lugar para casais passarem a lua de mel.

A Revolução Industrial e o Iluminismo transformaram bastante as colônias britânicas. Muitas oportunidades surgiram. Surgiu também a idéia de uma nação transcontinental que tinha como ingredientes a mesma herança Britânica, a fácil ligação dada pelas ferrovias, a promessa de uma poderosa nação e sede por lucros. Só faltava um empurrão. O próximo capítulo fala desse empurrão que aconteceu na década de 1860.

Premio Empresa Amiga da Bike

O Premio Empresa Amiga da Bicicleta (Bicycle Friendly Business Award) é uma competição para ver quais empresas incentivam mais o uso da bicicleta como transporte para o trabalho. No site deles, tem a lista dos concorrentes e vencedores dos anos anteriores (o prêmio começou em 2001) e uma breve descrição do porque cada empresa ganhou em sua categoria. Me pareceu que, com poucas excessões, os incentivos não são muitos por parte das empresas, acho que ainda se poderia fazer mais. Ainda assim é interessante e importante que tenhamos esse concurso e que exista o incentivo por parte da cidade.

Eu pensei em agitar um movimento na minha empresa para que pudéssemos participar. O problema é que parece que não tem muita gente que pedala pro trampo lá. Eu conheço apenas 4, incluindo eu. Deve ter mais alguns. Temos estacionamento free no subsolo, de fácil acesso e interno (dá para usar inclusive no inverno) e com bastante vagas. Temos um lugar para tomar banho e trocar de roupa. Enfim, todas as condições que precisamos. Mas não há nenhum outro incentivo da empresa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Remembrance Day

Hoje é o Remembrance Day no Canadá. É um dia em que eles prestam homenagem àos soldados que servem e serviram na guerra, principalmente os que morreram nas guerras pelo país. Uma celebração especial acontece em algumas igrejas, ela acontece às 11 horas do dia 11 do mês 11. Hoje o Trevor me convidou para ir ver a celebração na igreja perto do trabalho, é uma coisa curta, com uma breve oração, onde também há vários soldados fazendo a homenagem. Outras pessoas do trabalho também estavam lá, mas muitos não foram.

Segundo o Trevor, o Canadá participou em peso da primeira e segunda guerra mundial pois era ainda colônia britânica. Entrou na guerra antes dos US e participou com muitos soldados. A data então é muito importante para os canadenses e mexe especialmente com famílias que tem membros que são militares ou já foram.

O respeito que eles tem é bem grande. No trabalho havia o que eles chamam de poppy na recepção. É um flor vermelha, neste caso artificial, com um alfinete no meio tal que os funcionários podem passar lá, pegar um e colocar na camisa. Vê-se pessoas com a flor na rua e no trabalho.

Atualmente o Canadá tem soldados no Afeganistão (não sei se tem no Iraque). 133 soldados Canadenses já morreram no Afeganistão e sempre que mais um morre eles falam bastante na mídia. É algo triste quando a gente escuta essa notícia, e de vez enquando a escutamos. São sempre pessoas muito jovens. Eu não sei, no entanto, se faz sentido morrer pelo país da gente em muitos casos; eu acho que prefiro mudar de país e continuar vivo. Em alguns casos ir a guerra é pagar pelas decisões dos outros. Mas eu sei que não é bem assim, o ser humano é complicado, às vezes, como no caso da segunda guerra, tem um maluco que vem matar a gente e somos obrigado a lutar. Meio que não há alternativa.

Para nós acho que não existe data similar. Eu me lembro que parece que tem o dia do soldado desconhecido no Brasil, mas não é nenhuma data de celebração. O Brasil tem sorte de não ter se envolvido em muitas guerras.

Notícias do Brasil

Aqui não ouvimos sempre falar sobre o Brasil. Mas esta semana foi atípica, com duas notícias de destaque que a galera comenta.

O apagão na noite de ontem no Brasil repercutiu bastante por aqui. Parece que foi algo realmente grande, de tal forma que chamou a atenção da mídia internacional. Mas os comentários não parecem serem negativos, apenas um acidente. Espero que sim e que sirva para prevenir futuros casos semelhantes. Um dos colegas de trabalho lembrou da tempestade de neve que aconteceu há uns 10 anos e que também afetou muito a distribuição de energia no Canadá. Esse é de por medo hein, se você depende da eletricidade para aquecer a residência está frito... ou melhor congelado...

A outra notícia foi a da garota da Uniban com o vestido curto. O chefe viu primeiro que eu e veio comentando. Foi engraçado porque quando ele começou a falar eu notei que a notícia tinha mesmo muito a cara do Brasil, era impressionante como identificava o país. Eu falei "É chefe, uma notícia dessas só podia ser do Brasil, de onde mais seria? O Brasil é uma piada...".

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Seria um caso de probabilidade condicional?

Voltando a outro caso no livro Blink.

Havia um hospital onde os recursos eram escassos em Chicago. Um dos maiores problemas que eles tinham era a enorme quantidade depacientes com dor no peito que acabava não sendo nada de grave, mas ainda assim ocupavam leitos no hospital pela dificuldade de se descartar o ataque cardíaco como a causa da dor. Foi criada-se uma área de observação onde pacientes com dor no peito deveriam ir, caso as suspeitas de ataque cardíacos não eram fortes o suficiente para mandar o paciente para a internação nem fraca o suficiente para mandar o paciente para casa. Ainda assim era difícil decidir para onde mandar o paciente em muitos casos.

Um dos médicos apareceu com um modelo matemático ( na verdade estatístico - provavelmente de Análise Discriminante!), que segundo ele usava apenas 3 variáveis e dizia com bastante precisão para onde o paciente deveria ir. Os outros médicos ficaram revoltados, afinal nenhum modelo idiota vai usar apenas 3 variáveis e entender o paciente melhor que eles que estudaram a vida inteira! O fato é que para piorar as 3 variáveis eram fáceis de serem medidas, o que economizava muito recursos, comparando com o procedimento usual de medir um monte de coisa. Foi então decidido fazer-se uma comparação, e por dois anos comparou-se o modelo e a previsão dos médicos para os pacientes que vinham ao hospital com dor no peito. O resultado foi muito favorável para o modelo, que foi implantando.

O livro então diz que em muitas situações menos informações é melhor do que mais informações. Eu digo que informação de qualidade é melhor do que informação ruim, de que informação usada corretamente é melhor do que usada incorretamente (grande coisa - mas é somente isso!), e ainda de que parece que precisamos tomar cuidado com os médicos e dar mais ouvidos aos estatísticos!

Mas o fato de que o modelo é melhor do que os médicos nos faz perguntar porque nesse caso os médicos estão usando tanta informação inútil. O livro dá a dica (apesar de sempre tirar as conclusões erradas e principalmente irrelevantes, impressionante). Os médicos dão peso muito grande a informações como idade, por exemplo, porque a probabilidade de ataque cardíaco aumenta muito com a idade. Com isso na cabeça dos médicos, uma pessoa mais de idade com uma dorzinha já é colocada no cuidado intensivo enquanto que um jovem se contorcendo de dor é mandado de volta para casa (e morre de ataque cardíaco) - esse parágrafo não está no livro de forma literal, mas implicitamente, pois o livro fala das variáveis usadas no modelo estatístico e as não usadas. No entanto o modelo diz que idade é irrelevante (o modelo usa 3 variáveis, entre elas não está a idade - e outras variáveis muito relacionada a probabilidade de ataque cardíaco).

A solução é simples - pessoas mais idosas tem maior probabilidade de ter ataque cardíaco na POPULAÇÃO. Isso NÃO é verdade quando selecionamos o grupo dos que chegam ao hospital com dor no peito. Nesse caso não estamos mais falando da população, nesse caso, considerando essa população especifica dos que chagam no hospital com dor no peito, idade pode não ser mais relacionada a ataque cardíaco entre essas pessoas, isso é normal. Estamos falando de um grupo diferente de pessoas agora, então tome cuidado com tudo que você aprendeu sobre ataque cardíaco na população geral.

Vamos a um exemplo (fictício) com números. Lembre que estamos falando apenas de pessoas que chegam no hospital com dor no peito. Pense que pessoas de idade, eles tem dor em todo lugar facilmente, inclusive no peito, e pode ser que em pessoas de idade apenas 10% das dores no peito são sintomas de ataque cardíaco. Os outros 90% com dor no peito são outras coisas que podem ou não ser importante, mas vamos ficar nos ataques cardíacos. Já pessoas jovens, eles raramente tem dores, muito menos no peito. Quando eles tem dor no peito é tiro e queda - ataque cardíaco. Digamos que 90% dos jovens com dor no peito seja ataque cardíaco. Isso não invalida que na população idosos tenham mais ataque cardíaco do que jovens. 10% dos idosos com dor no peito pode significar 100 idosos por mês com ataque cardíaco e 90% dos jovens pode significar 10 jovens por mês com ataque cardíaco (simplesmente porque tem muito mais idoso chegando no hospital com dor no peito), e isso faz com que na população geral tenhamos mais velhos com ataque cardíaco, que é o que os médicos aprendem na escola.

Agora, se você está vendo um jovem e um idoso com dor no peito, qual vai atender primeiro? Obviamente o jovem, pois ele tem 90% de probabilidade de ser ataque cardíaco, o idoso tem apenas 10%. Se essa é situação, você vai ver pouco jovem com dor no peito na emergencia de um hospital, mas quando ver a última coisa que deve fazer é mandá-lo para casa!

Seria então um caso de probabilidade condicional, onde a probabilidade de ter ataque cardíaco aumenta com a idade na população geral, mas dado os que tem dor no peito (ou condicionando nos que tem dor no peito), a idade tem efeito inverso (considerando o meu exemplo), os jovens tem mais probabilidade de ataque cardíaco.

O meu exemplo é extremo e certamente não real (ou não completamente real) mas o fato é que segundo o contado no livro idade não é importante para diagnosticar ataque cardíaco entre os que chegam ao hospital com dor no peito. Ou seja, o efeito que exagerei no exemplo deve acontecer de forma não tão exagerada na vida real (supondo que o relato do livro é fiel a realidade).

O outro ponto a se pensar, que não vou me estender, prometo, é o fato de que se os médicos talvez não estejam recebendo bom treinamento na faculdade. Afinal eles estão considerando informações irrelevantes em seus diagnósticos. Eles deveriam aprender que na emergência de um hospital, dado um paciente com dor no peito, eles devem considerar variáveis a, b e c. Dado que eles estão em seus consultórios, fazendo trabalho preventivo talvez, devem, aí sim, considerar outras como idade.

Esses são os pontos que eu tiro como interessante de um caso deles. O autor do livro, no entanto, viaja na maionese com sua teoria de que menos informação é melhor que muita informação. Essa parte eu nem leio pois não diz nada (e cá entre nós, não tem nem mesmo relação com o ponto do próprio autor, a intuição, o pensar sem pensar, não tem nada de intuição nessa estória..).

Documentario

Trouble the Water é um documentário americano sobre a devastação causada pelo furacão Katrina em 2005. O filme foca no drama de uma família negra que ficou aprisionada pelas águas e sua luta para sobreviver e reconstruir sua vida. O documentário é bem voltado para o descaso do governo para com a população negra da cidade de New Orleans, deixada a sua própria sorte. Mesmo que dando a entender que o descaso foi em parte pelo racismo.

Achei muito bom, principalmente no lado humano, onde as pessoas tentam se ajudar na ausência do governo. A parte mais forte do filme, na minha opinião, é quando eles passam a gravação das chamadas recebidas pelo serviço de emergência (acho que seria o 911), onde em um dos casos a pessoa estava dentro de casa e a água estava chegando no teto, ele não tinha por onde sair e telefonou para o 911 para pedir auxílio. Naquele momento a atendente do 911 só dizia que não havia serviço de resgate no momento, mesmo cmo tantas pessoas implorando por ele.

Um fato a se pensar é que o furacão foi previsto com antecedência tanto que a maioria da população branca simplesmente evacuou a cidade com mala e cuia. A galera sabia do tamanho do perigo que se aproximava e de que muita gente não havia deixado a cidade. Mesmo assim o desastre parece ter pegado todo o poder público de surpresa, no sentido que não estavam preparados para agir. É verdade, no entanto, que o rompimento dos aterros que causaram a inundação na cidade foi o que causou o maior problema, e talvez isso não fosse tão previsível.

Achei interessante o ingles falado pela galera lá, bastante difícil, com gírias, abreviações. Se bem que quem sou eu para analisar isso. Sobre o nome do documentário, eu fiz umas poucas pesquisas e acho que eles mantiveram o nome em Inglês para o Brasil. Trouble the Water significa algo como "Agite as águas" ou "Mexa com as águas", ou sei lá, talvez "Águas Agitadas", mas trouble neste caso seria um verbo e eu acho que a idéia é que seja um verbo mesmo, não um adjetivo, tipo, eles não estão querendo dizer que as águas estavam furiosas, mas que nós não fomos páreos para as águas... sei lá, enfim.

domingo, 8 de novembro de 2009

Blink - O poder de pensar sem pensar

Um dia, num almoço informal com um colega, o assunto descambou para a importância da intuição no auxílio aos métodos científicos. Logo percebi que os argumentos dele estavam baseados no livro Blink, que depois ele me emprestou. Blink significa "piscar de olhos", e nesse livro ele parece querer implicar que nossa intuição tem algum valor a mais do que a ciência.

Baseado no meu dia a dia eu diria que não a intuição, mas a experiência tem um papel importante na construção de modelos estatísticos. Isso é bastante claro, tipo, pouco valor tem um estatístico analisando pesquisa eleitoral se ele não entender de política. Ou não tiver alguem que entenda por perto. Eu ainda tenho problemas na definição do que seja a intuição.

Sobre o livro, no Amazon.com você vai encontrar inúmeros comentários negativos (além de muito mais positivos) . A minha opinião é igual a dos que dão nota 1 para o livro, muito deles com comentários fundados com argumentos mais científicos. Blink é um livro baseado no achômetro que se confunde entre diferentes tipos de experimentos que muitas vezes medem diferentes coisas, muitas vezes não relacionados nem mesmo ao tema do livro. O livro enrola o leitor com experimentos interessantes e tenta impor a opinião do autor como verdade, sem no entanto utilização do método científico.

O livro começa com uma estória interessante. Uma estátua grega, falsificada, é examinada por profissionais experientes, que dizem que não tem nada de errado com as características da estátua. Em suma, eles não encontraram evidências de que ela é falsa. No entanto experientes expert em arte olharam para a estatua e "sentiram" algo errado. Não sabiam no entanto o que era, mas a estátua era estranha e eles não confiaram na autenticidade dela. O autor usa essa estória para proclamar a superioridade da intuição (que ele chama de thin slice - fatia fina, querendo dizer que um pedacinho de informação é suficiente) sobre as tecnologias avançadas. Eu entendo que a falácia dessa informação não é evidente para todos, vou então tentar explicá-la.

- Você não pode dizer que a intuição é melhor que a tecnologia com base em um caso isolado. Vc precisaria de um experimento para isso. Poderíamos pegar 100 estátuas falsificadas e 100 verdadeiras e entregá-las na mão da tecnologia e da intuição e ver quem acerta mais. Eu tenho certeza que a intuição vai sair com o rabo entre as pernas, afinal não fosse assim não precisaríamos da tecnologia nesse meio.

- A escolha não aleatória de um caso isolado é totalmente sem valor. O mundo real pode ser, por exemplo, que 1000 estátuas falsificadas já foram analisadas pela tecnologia, para detectar se elas eram ou não falsas. Em 950 delas a tecnologia disse corretamente que a estatua era falsa. Dentre os outros 50 casos, 49 deles os experts em artes com sua "intuição" também pensaram que a estátua era verdadeira. E teve lá um único caso que a tecnologia não detectou a falsificação mas os experts em arte a detectaram. O sujeito pegou este caso extremamente atípico e relatou no livro. Em outras palavras, olhando para este caso, estamos olhando para um caso onde tecnologia falhou e intuição teve êxito. Mas nos é escondida a informação da imensa maioria dos casos onde a tecnologia tem êxito. E a grande quantidade de casos onde a intuição falhou.

- Finalmente, pode ser que a tecnologia nem tenha falhado, pois ela não tinha dito que a estátua era verdadeira. Pode ser que a tecnologia apenas não tenha encontrado evidências de falsificação, o que não quer dizer que a estátua é verdadeira.

O problema é que a falta de um experimento e a escolha viesada de um caso isolado pode ser convincente para muitos. Eles lêem a estória e pensam "Eu nunca tinha pensado nisso, a nossa intuição é realmente super poderosa!".

O meu outro comentário é que eu não vejo nada de anormal em pessoas experientes perceberem problemas onde a tecnologia não percebe. Mas é experiência, que você pode chamar de intuição se quiser, que faz isso e eu acho totalmente normal. Assim a estória nem mesmo tem nada de surpreendente. Agora, cuidado, se vc não tem experiência em algo jamais dê ouvidos a sua intuição pois a probabilidade de ela estar errada pode ser bem alta...

O livro tem uma série de experimentos interessantes. Este mesmo é interessante para pensarmos como a experiência é importante para ajudar a tecnologia. Outros experimentos mencionados no livro são relacionados, na minha opinião, a outras coisas. E para mim aí é onde o autor se perde misturando coisas para falar sobre o que ele chama de o poder da intuição. Vamos ver, eu vou tentar comentar em outros posts outros experimentos que estão neste livro. Não todos porque eu estou na metade e o livro é uma piada, eu acho que não vou conseguir ler mais... Enquanto isso, não o compre...

sábado, 7 de novembro de 2009

Músicas do período da ditadura militar no Brasil

Por acaso eu tinha uma música em minha cabeça, a música Caminhando, de Geraldo Vandré. Mas acredite, na minha ignorancia eu nem sabia que era dele a música apesar de saber de certa forma que era uma crítica ao período militar. Procurando por essa música na internet eu achei que um outro compositor que eu gosto, o Chico Buarque, tem muitas de suas músicas criticando a ditadura militar, entre as mais famosas estão Cálice, Meu Caro Amigo, Roda Viva (aqui um video não relacionado a ditadura), Construção e Vai Passar. Na verdade tem várias outras músicas dele relacionada à ditadura militar. Aqui temos uma lista de várias músicas sobre o período.

É impressionante pensar que o Brasil tenha passado por esse tipo de coisa, e confortante pensar que não vivemos esse período (no meu caso era muito criança no final dele). Cantores como Chico Buarque e Caetano Veloso tiveram músicas sensuradas e tiveram inclusive que fugir do país. A gente começa a fuçar na internet tentando matar a curiosidade e descobre que, só considerando músicas e artistas, temos muito a aprender sobre nossa própria história.

Corridinha pro almoço

Hoje eu tinha combinado com meu amigo Etíope de almoçar, fazia um tempo que a gente não se encontrava para trocar uma idéia, na verdade desde a corrida do zoo. Combinamos o restaurante e eu na última hora pensei, porque não ir correndo?

Voce já deve estar pensando que aí já é muita bitola em corrida. Mas eu nem tô correndo muito ultimamente, essa semana foi totalmente parada. E na verdade o restaurante é bem informal, quase um bar, é ok chegar lá correndo. Bom, não é um bar, é um restaurante vietnamita que a gente costumava ir quando trabalhávamos juntos. E a comida é boa. Mas é informal. E hoje a temperatura no meio do dia bateu nos 15 graus, então eu tinha que aproveitar, sabe lá quando vou ver 15 graus novamente.

Eu às vezes penso de uma forma meio sinistra, que se você não aproveitar o tempo presente, vai ter perdido uma oportunidade para sempre. Assim se eu não tivesse ido correr nas trilhas e presenciado toda aquela paisagem de outono, eu teria perdido uma oportunidade para sempre. Eu poderia correr amanhã, ou ano que vem, mas certamente não seria a mesma experiência que tive hoje. Uma hora vou falar mais sobre isso.

Mas então, a questão é que eu não queria simplesmente correr de casa ao restaurante (uns 2Km), eu estava disposto a fazer realmente um treino com uma boa distância. Saí uma hora antes e foi para o Norte pegar a trilha. Estava sensacional com tantas folhas no chão, com tanta luz entrando entre os galhos sem folhas das árvores. Num treino com o Trevor eu estava comentando com ele como era impressionante o fato de a trilha estar tão diferente. Ele perguntou como assim, diferente. Acho que ele está acostumado, cresceu tendo 4 estações, mas para mim era impressionante que a 4 dias eu estava correndo naquela mesma trilha de manhã e ela era tão escura porque as árvores estavam cheias de folhas e não deixavam luz nenhuma entrar na trilha. Agora a trilha era clara, com a luz penetrando livremente, o lugar ficava muito diferente derrepente, uma sensação que chega a ser estranha. E foi percenbendo toda essa diferença que segui pela trilha, cruzando o cemitério, saindo do outro lado e seguindo para o Sul. O percurso era mais de descida e eu me sentia bem. Resolvi fazer o caminho mais longo e pegar a trilha que acompanha o rio, rumo ao centro da cidade. Foi onde me dei um pouco mal pois o percurso ficou mais longo do que eu pensava e eu tive que aumentar o ritmo para não deixar o meu colega esperando muito no restaurante. Saí na cidade e continuei forte, era interessante como eu corria bem. Mas cheguei lá completamente molhado e cansado. E ele ainda não tinha chegado. Andei para lá e para cá para esfriar um pouco, e logo fiquei bem esfriado, o sujeito não chegava. Quando ele chegou eu já estava congelando e resolvemos ir para um restaurante chines visto que aquele estava lotado. Acabou sendo legal pois a comida chinesa foi gostosa e bastante. E eu lá vestido de corredor, shorts e blusa que ganhei na corrida.

O corredor é um bicho estranho e talvez eu seja um corredor estranho. Esse meu colega sempre me diz que sou maluco... mas porque muitas vezes seguimos tantas regras sociais? Eu achoque há muitas ocasiões em que podemos ser livres e esquecer um pouco as regras... vamos unir o útil ao agradável e correr para os restaurantes... Só procure não sentar muito perto de ninguem...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Novo Blog


O nosso amigo Hideaki está começando um novo blog, o Viajante Total. Eu realmente não sei se ele viaja para correr, ou se ele corre para viajar. Mas o fato é que ele gosta dos dois.

Mas agora ele não tá sozinho na parada, tá escrevendo com a Isabella (que não precisa correr para viajar). Significa que provavelmente o blog não vai ficar meio às moscas como o outro, que acabou sendo desativado.

Vamos ficar de olho. Eu no que me cabe não ligo muito para viagem. Parece contraditório, pois moro no exterior... mas é verdade. As melhores viagens são as de dois ou três dias, para as corridas, depois voltar pra casa (talvez o Hideaki - ou Jagaimô segundo a Mayumi - compartilhe um pouco dessa opinião). Algum dia talvez eu faça uma viagem de bike que demore mais de alguns poucos dias, é um tipo de sonho.

Aproveito para lembrar o Jagaimô que tem maratona em Toronto, e tem bons restaurantes. Então fica aí a dica para mais uma viagem...

domingo, 1 de novembro de 2009

Filmes

Goodbye Solo é um inteligente e interessante filme onde um motorista de taxi descobre que um de seus clientes quer se suicidar, depois de vê-lo deprimido e de ele pagar adiantado somente a ida para a Blowing Rock, um desfiladeiro perto da cidade de Winston-Salem nos US. Ele consegue se tornar amigo do sujeito e descobrir algumas coisas sobre a vida dele, enquanto luta para colocar a própria vida em ordem. Achei legal.

Deliver us From Evil é um documentário sobre os atos de pedofilia cometido pelo padre católico Irlandês Oliver O'Grady, nos US. O documentário expõe um pouco a luta pelo poder dentro da igreja, mostra que bispos, mesmo sabendo dos atos, não afastaram o padre porque isso afetaria sua promoção. Segundo o filme muitos outros casos vieram a tona depois desse, que foi um caso famoso. O filme acaba sendo triste pois mostra a destruição que o tal padre causou na vida das vítimas e em suas famílias, enquanto ele está solto, vagando por aí. Outro ponto é que ele dá entrevista para o filme e parece não entender a gravidade do que fez, embora admita ter sido errado.

Fim do Daylight Saving Time e as sensações do Outono

Hoje terminou o horário de verão por aqui. Definitivamente o inverno vem vindo, não tem como escapar. Aliás a temperatura raramente tem chegado aos 15 graus, ficando quase sempre abaixo dos 10 graus. Melhor que 10 negativos com certeza, mas ainda assim dá saudade do calorzinho da terra natal. E da vontade de matar os sujeitos que de vez enquando me dão a noticia de que "aqui no Brasil está muito calor...".

O final do horário de verão cai em uma época muito bonita no Canadá, onde tudo muda muito e derrepente. As árvores perdem as folhas tanto que indo lá fora agora te faz estranhar a paisagem, tudo muito claro, a luz do sol passando entre os galhos das árvores facilmente, paisagem de inverno, de desolação, que nem por isso deixa de ser bonita.

Num de nossos treinos de manhã eu estava ponderando com o Trevor. Eu estava triste no final do verão pois para dizer a verdade, parecia que não tinha havido verão. Minha dor nas costas impediu me de aproveitar o máximo, pois o meu aproveitar o verão é essencialmente pegar a bike e sair sem rumo, ou correr por aí sem rumo. E eu mal tinha experimentando fazer isso de camisa regata, já tinha que colocar blusa de frio pra correr. No entanto o tempo passou, a temperatura caiu mais um pouco e a paisagem mudou. Eu não estava mais triste com os treinos matinais, ao contrario, estava feliz, maravilhado talvez. Era algo sensacional ver todas aquelas folhas pelo chão, tal que você nem conseguia distinguir a rua da calçada. Eu que estava triste, mudei o humor, estava com ânimo completo e renovado para seguir nos treinos e chegar no inverno em forma. Isso foi algo interessante. Algora, por uns dias, enquanto as folhas estiverem no chão eu vou gostar delas. Depois vem a neve e o ciclo continua. O Trevor disse que estou virando canadense....

Mais Livros


Quem me conhece, principalmente na época pós vinda pro Canadá, sabe a bagunça que é o ap onde moro por causa dos livros. Eu vivo comprando livros ainda que poucas vezes consiga lê-los. Um dia, quando eu tiver coragem, eu coloco aqui uma foto do meu quarto... Mas enfim. Ontem o Trevor veio dizendo que havia um book sales na Unviersidade de Toronto. Os livros são usados, são doaçoes que são vendidas para arrecadar algum fundo para a universidade. Por isso são muito baratos. Ok, fui com ele conferir, não custava nada.

Quando cheguei lá tive um começo de decepção pois tinha aquelas mesas enormes com livros fi ficção. Se não me angano o preço por livro, não importava o livro, era $2,50. Existia uma promoção onde vc comprava uma sacola reciclável por $12,00 e todo livro que você ocnseguisse colocar lá dentro vc podia levar. Era claramente muito mais vantagem que os $2,50 por livro, pois a sacola era grande, voce colocaria 10 livros lá tranquilamente. Ok, era um preço bom, mas esses livros de ficção, eu sempre leio meio com a impressão que estou perdendo meu tempo. Não que eu ache que seja, feliz de quem lê e gosta e se diverte, mas não é o meu caso. Mais duas grandes mesas de livros sobre religião. Uma sobre livros canadenses e lá no fundo, um pequeno pedaço de uma mesa com livros de ciências. Não é preciso dizer que não tinha nada sobre estatística. Havia uma seção no começo sobre livros em geral, meio sem classificação, que eu praticamente ignorei. O Trevor estava eufórico e veio me dizendo que ia comprar uma sacola. Eu, desanimado na frente da minúscula seção de ciências, disse a ele que achava que não ia comprar a sacola, pois seria difícil achar ali algum livro que me interessasse.

No entanto eu fui logo para a seção de literatura canadense e lá tinha uma subseção de livros meio que relacionados a história do Canada. Logo me vi com um dos livros na mão, que não queria colocar de volta pois parecia que valia a pena comprar. Mais uma fuçada aqui e ali e estava com 4 livros na mão. Resolvi então comprar a tal sacola pois já estava quase valendo o preço e eu acharia alguns mais facilmente. E assim foi, acabei com 10 livros na minha sacola, que ainda não estava assim, cheia. Caberia 15 fácil, e eu vi um sujeito lá saindo com duas sacolas estufadas de livros, tinha pelo menos 20. E olha que meus 10 livros eram boa parte grandes livros, imagina se fossem pequenos.

Acabou que foi isso que fiz, comprei 10 livros da parte sobre história do Canadá, ou livros relacionados ao Canadá de alguma forma. Chegando em casa, notei que 4 dos 10 livros eram escritos por um sujeito chamado Pierre Berton (The Wild Frontier, Marching as to War, The Last Spike e The Artic Grail). E ele tem muitos outros. Ou seja, o tema dos livros dele me interessaram, talvez esse seja um auto que vela a pena comprar os outros livros, vamos ver...

História do Canadá - Capítulo 12 - Rebeliões, Reformas e Governos Responsáveis

Eu não sabia como traduzir o "Responsible" do título do capítulo, não sei se "Responsáveis" captura a idéia correta, ou qual palavra seria melhor. Do jeito que eu entendo, o "Responsível" significa "que tem que prestar contas, que tem que responder pelo que faz". Igual, talvez, "accountable". Que governa pelo povo e não sozinho. Ok, dito isso, vamos em frente.

Na primeira metade do século XIX a autoridade do governo monarca, a hereditariedade, o exercito e o controle da igreja assegurando o poder de uns poucos estavam começando a ser desafiadas pela classe média na Europa e América do Norte.

Rebelião no Lower Canada (mais ou menos Quebec) - Em 1837/38 a crise na agricultura adicionada da frustação da classe média pelo não acesso ao Executivo e Legislativo foram o estopim da rebelião. Após a guerra de 1812 o Parti canadien, formado pela nova classe média, médicos, advogados e jornalistas começou a agitar um movimento por reformas políticas. O partido ganhou apoio popular por defender a cultura canadense, a igreja Católica e por ser a favor de novas concessões de terras. O Parti canadien facilmente ganhou todas as eleições para a Assembléia e por volta de 1820 eles tentavam trocar o apoio a propostas do governo por atendimento do governo a seus requerimentos. NO final dos anos 20 o pertido mudou de nome, para Part patriote, e se tornou mais radical. Em 1834 Papineau lançou na assembleia uma lista de 92 resoluções que demandava eleições para o Executivo e Legislativo onde seria eleito quem tivesse mais votos na Assembleia. Havia tembém ameaças de que se o governo não acietasse as resoluções o Canadá lutaria por sua independência do Império Britânico. As resoluções eram extremas e muitos deixaram o Parti patriote, mas os que ficaram levaram o projeto adiante. O governo se recusou a acatar as resoluções e ainda baixou 10 resoluções aprovada pela coroa britância de que o governo no Canadá não precisaria ouvir a Assembleia para aprovar seus projetos. Com isso o Parti Patriote se viu sem meios para lutar pela democracia a não ser pela desobediencia civil. Em 1837 havia já muita tensão. A população que falava Ingles e era favorável ao governo organizou um exercito paramilitar para impedir os encontros do Parti patriote, que formaram um exército paramilitar também. Em Novembro de 1837 uma batalha entre os exercitos paramilitares serviu de pretesto para a prisão dos patriotas. Papineau, o principal lider dos patriotas, fugiu para os US, mas outros lideres organizaram exércitos entre a população e partiram para a luta armada. Em 13 de Novembro de 1837 eles vencderam uma batalha contra o exército britânico mas não conseguiram sustentar a vitória. Dois dias depois as tropas Britânicas venceram os patriotas, deixando 58 mortos e 60 casas queimadas. Mais patriotas fugiram para o US. Las líderes se encontraram no exílio e mudaram seu nome para Frères Chasseurs (Hunter Brothers - Irmãos Caçadores). O seu plano era juntar um exército para uma nova revolução. Eles entraram no Lower Canada em Novembro de 1838 e juntaram 4000 insurgentes. Foram facilmente derrotados pelo exército Britânico. Para evitar novas rebeliões o governo Britânico destruiu centros patriotas, prendeu 850 insurgentes, enforcou 12 deles e deportou outros 58 para uma colonia penal na Australia.

Rebelião no Upper Canada (mais ou menos Ontario, região de Toronto) - A população estava descontente principalmente com a distribuição das terras da igreja (queriam que fosse distribuida para o povo), com uma minoria de famílias que eram sempre favorecida pelo governo, pela corrupção e pelos privilégios de certas classes que obtinham terras muito mais baratas enquanto que outras tinha que ir para lugares distantes para conseguir o mesmo. A Assembléia, ao contrário do que aconteceu no Lower Canada, não era predominantemente revolucionária, de oposição ao governo. O governo contava com significante numero de membros em seu favor. Com isso em 1830 a Assembléia tinha dois polos, um favorável ao governo e outro reformista queria que o executivo fosse eleito assim como a Assembléia, queria o fim das indicações para cargos no governo. Em 1836 o governo teve minoria na Assembléia que se negava a passar muitos projetos e ele dissolveu a Assembleia, fazendo uma nova votação que foi fraudulenta e onde a Assembleia teve imensa maioria pró governo. No Outono de 1837, Mackenzie, o lider dos reformistas, estava convencido de que apenas uma revolta teria chance de lutar pelos seus ideias democráticos. Dizendo que o governo planejava o confisco de terras, Mackenzie conseguiu unir um grupo grande de revolucionários. A ida das tropas britânicas para combater a Rebelião no Lower Canada foi a brecha que Mackenzie precisava para iniciar a Revolta. No entanto eles foram um tanto quanto desorganizados, com falhas graves na comunicação que permitiu o governo descobrir e dispersar a rebelião em Toronto antes de acontecer a luta de fato. Mas rumores se espalharam pela província e apesar de muitos outros distritos terem grupos armados defendendo os interesses reformistas, em todos eles os rebeldes foram facilmente dispersos pelas tropas do governo. Ainda assim houve 885 prisões e dois foram enforcados. Mackenzie fugiu para os US. Lá ele reuniu com outros lideres e Americanos simpáticos a causa e promoveu ataques na fronteira, esperando avivar uma oposição dentro da colônia. Mas nunca teve sucesso. Em 14/01/1838 Mackenzie foi forçado a se retirar da Navy Island, no lado canadense, onde ele tinha proclamado a Replúclia do Upper Canada.

Movimentos de Reforma em Maritimes (região do leste do Canadá) - Não houve rebelião armada em Maritimes, mas a região tinha muito dos problemas políticos do Upper e Lower Canada. Entre os principais estava a questão das terras, todas já com proprietários, a maioria deles morando na Europa. Movimentos contra proprietários aconteceram sem no entanto partir para a revolta armada.

Em 1838 Durhan foi nomeado governador geral das colônias Britânicas na América do norte. Ele fez um relatório sobre as revoltas que tinham acontecido na colônia e duas de suas principais recomendações foram a união do Upper e Lower Canada e um governo responsável (aqui significando que era eleito pela colônia, não indicado). Para que o governo responsável não prejudicasse a Inglaterra, ele recomendou que ela mantesse controle da distribuição de terras, da política externa e do comércio. Durhan discriminou a população do Lower Canada dizendo que a revolução lá havia contribuido para os problemas financeiros da região e que o governo deveria focar na assimilação da cultura e lingua Francesas construindo uma colônia de ligua inglesa apenas. Em 1840 criou-se a Província Unida do Canadá, extinguindo-se Lower and Upper Canada, mas o apelo de Durhan para um governo responsável não foi atendido, o Executivo e Lesgilativo ocntinuou a ser indicado pela Inglaterra e a Assembléia continuou com poderes muito limitados.

Nem Lower nem Upper Canada ficaram felizes com a união. O Upper Canada tinha medo do espalhamento da religião Catolica e domínio Frances enquanto que o Lower Canada estava convencido que tudo era uma armação para eles serem assimilados pela cultura inglesas. A luta por reformas e por um governo responsável continuou, no entanto. Os dois lados se uniram quando viram que o governo Britâncio não voltaria atrás com relação a união. Em 1948 eles conseguiram maioria na Assembléia e nomearam ministros e o Executivo e o governo responsável começou na Província Unida do Canadá. No entanto, Nova Scotia foi a primeira a conseguir o Governo responsável, depois de a oposição ter a maioria na Assembléia em Fevereiro de 1948 e James Boyle Uniacke foi o primeiro governo responsável nas colônias Britânicas, nomeado pela Assembléia, em Nova Scotia. Em Prince Edward o governo Responsável começou em 1851 e em New Brusnswick em 1854. Em 1855 foi a vez de Newfoundland. Apesar dessa grande conquista, as colônias não era independentes. O parlamento Britânicao ainda legislava em assuntos relativos a defesa, potítica estrangeira e emendas constitucionais. O governo responsável representou a passagem do poder na colônia da Grã Bretanha para a classe média. Os políticos agora tinham muito mais considções de usar o poder do estado em benefício da propria colônia.

Diferentes foram as mudanças efetuadas pelo novo governo em diferentes colônias. Em nova Scotia foi proibida as Uniões de trabalhadores, cancelado o status especial que a Igreja tinha, terminado o monopólio da Campanhia de Mineração e experimentaram o sulfrágio universal. Em Nw Brunswick o principal colégio da igreja foi transformado em universidade não licda a igreja, introduziu-se o voto secreto e proibição do álcool. Em Prince Edward Island a educação tornou-se pública e o voto foi permitido a um maior segmento da população. Em Newfoundland a administração patinou por causa de conflitos com a igreja católica que entre outras coisas controlava os votos em regiões mais afastadas. Com o ápice do conflito em 1861, vários cargos políticos foram oferecidos a igreja Católica e políticas de desenvolvimento social começaram a aparecer. No Canadá (Privíncia Unida do Canadá) a igreja foi separada do estado, várias políticas de desenvolvimento econômico foram adotadas, entre elas a garantia do governo de dinheiro para contruir ferrovias. Conflitos no governo continuaram existindo entre as partes que falava frances e ingles e a capital do Canadá se alternava entre Quebec City e Toronto. Conflitos também existiram entre os Reformistas e os defensores do governo e privilégiso britânicos (os Tories), que se tornou o partido de oposição.

O resto do atual Canadá estava sobe o domínio da HBC (Hudson Bay Company). Em 1821 a HBC se uniu com a NWC (North West Company), continuando sob o nome HBC e com completo domínio dos terrítórios no Norte e Oeste do Canadá. Desse tempo até 1860 George Simpson foi o nomeado governador de todo esse imenso território dominado pala HBC. Embora tendo a seu lado comissões de comerciantes e sendo subordinando a um governador geral em Londres, a HBC sempre teve lucro nesse período e ninguem se preocupou muito em questionar o seu governo. Em 1849 os baixos preços pagos pela HBC pela pele dos animais incentivou os Metis a comerciarem suas peles com os Americanos. O comércio com os americanos já estava sendo praticado por outras tribos de nativos e embora fosse proibido, evidenciava a perda do monopólio de pele pela HBC. A queda do preço do couro também foi fator de influência da queda do poder da HBC em meados do século XIX. A rápida expansão dos Americannos para Oeste fez os Britânicas temerem que o Oeste do Canadá seria dominado pelos Americanos se não fosse povoado. A HBC com seu domínio era um obstáculo para esse desenvolvimento. Os Britânicos começaram a questionar a HBC - a grande indústria em que o comércio de peles se tornou.

Na Costa do Pacífico no Canadá, o governo ingles começou a promover o assentamento de colônos para a prática da agricultura por volta de 1847, ignorando a oposição de George Simpson, governador local da HBC. Os ingleses estavam com medo de uma invasão dos Americanos na área para tomar as minas de carvão. Em 1849 a Ilha de Vancouver foi oficialmente transofrmada em mais uma colônia britânica, outro esforço para assegurar o domínio na Costa Oeste do Canadá. HBC dominava a área mas foi obrigada a assentar colonos, distribuindo terras e construindo estradas e escolas e um tribunal com o lucro na região. Mas sendo uma colônia, a Ilha de Vancouver tinha um governador, o qual teve muitos conflitos com a HBC que não era interessada no desenvolvimento da região. Em 1856 os ingleses exigiram do governador que houvesse uma assembléia, mas o governador baixou regras que fazia o acesso à assembleia muito restrito (precisava possuir mais do que uma certa quantia de terra). Em 1858 foi descoberto ouro na parte continental e o governo Ingles cancelou a concessão das terras para a HBC, dizendo que a mineração naõ podia ficar nas mãos de uma compania, tinha que ser da coroa. E formou com isso a colônia da British Columbia que nasceu independente da HBC. P governador james Douglas, que também governava a Ilha de Vancouver tentou assegurar o domínio dos ingleses na região, minando os esforços dos Americanos de a tomarem. Nessa época James Douglas era absoluto no poder, sem muita oposição.

O próximo capítulo fala sobre o desenvolvimento de vários aspectos no Canadá em meados do século XIX

sábado, 31 de outubro de 2009

Halloween



E hoje é Halloween.... Essa semana também marcou a caida das folhas das árvores. Derrepente o chão se encheu de folhas e as árvores estão quase todas peladas. Eu tirei algumas fotos dos enfeites do Halloween e das ruas com folhas no chão, estão aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

No end in sight

Este é um documentário sobre a guerra do Iraque. O documentário aborda de uma maneira muito convincente o despreparo dos US para com a guerra e reconstrução do país. O filme mostra como os US invadiram o Iraque sem ter motivos, sem usar a experiência de veteranso, e como cometeu erros primários no pós guerra que levaram o país ao caos. A imagem do presidente Bush antes da guerra dizendo que ia levar democracia, liberdade, medicamentos para o povo iraquiano constrastando com a situação desastrosa do país no pós guerra.

O documentário também mostra imagem de Sergio Vieira de Mello, o Brasileiro embaixador da ONU que tentou ajudar na construção do país e for morto num atentado a bomba ao prédio da ONU.

O filme é bastante interessante, vale a pena conferir!

domingo, 25 de outubro de 2009

Encontros no fim do mundo

Este é um documentário gravado na Antarctica. Embora o filme mostra muitas das velezas naturais, o foco é mais na atividade humana na região, com entrevistas com as pessoas que trabalham nas bases científicas lá. O filme mostra muitas coisas interessantes que me parece que geralmente não são mostradas em filmes sobre a Antarctica. Entre eles temos o som das focas, que é muito diferente de tudo que podemos imagina (parece aquelas musicas eletrônicas), filmagens no fundo no mar congelado, cavernas, o vulcão que tem lá, aspectos geralmente não mostrados da vida dos pinguins e bastante sobre a vida do povo que vive lá. É muito interessante e vale a pena ver!

H1N1

Parece evidente que o tal virus da gripe suina vai vir para o Canadá. Houve um aumento nos casos da gripe normal e mais tres mortes causada pelo H1N1. Uma campanha de vacinação maciça da população vai começar em Novembro.

Eu não estou certo se devo me preocupar ou não. O dato de estar escrevendo sobre isso significa que não estou totalmente despreocupado com a situação. Na verdade até decidi esperar um pocuo antes de comprar passagem para a Lika vir passarofinal de ano aqui. Sei lá, tem tanto barulho e ela não precia vir, então melhor esperar.

Estão dizendo que a idade mediana dos que contraíram a doença é 21 anos (50% dos que contraíram são mais novos do que 21 anos - ou seja, a doença parece ter afetado os jovens muito mais, não sei porque, talvez por eles frequentarem mais lugares onde pessoas ficam muito perto umas da outra, ou talvez por serem mais sensíveis mesmo...). Mas eu já passei bastante dos 21 anos, o que parece ser bom. A idade mediana dos que faleceram é 51 anos, ou seja, 50% dos que vieram a morrer por causa do H1N1 tem ais de 51 anos. Ou seja, os jovens pegam mais a doença, mas a taxa de mortalidade é muito mais alta entre os idosos. Eu fiquei curioso para ver números semelhantes para a gripe comum.

Eu estive pensando, acho que no meu caso, que moro sozinho e raramente uso transporte publico, as probabilidades de pegar o virus seriam menores. Mas vem aí o frio, vamos ver como os fatos se desenrolam...

O que será da amostragem?

Quando você vai fazer um experimento, como aqueles para testar novos medicamentos ou para testar o efeito da televisão nas crianças, ou uma pesquisa para tirar uma fotografia de uma população num determinado momento, como as eleitorais e as de pesquisa de mercado (com as quis eu trabalho), você precisa seguir a teoria da amostragem ao selecionar indivíduos para a sua pesquisa ou experimento. Se você tem uma população como a Canadense, com 30 milhões de habitantes, então você só consegue ter confiança que 1000 entrevistas refletem a população toda se você selecionar estes 1000 indivíduos adequadamente. Se você não selecionar adequadamente ninguem consegue usar a matemática para dizer o quão confiável são os resultados.

Pois bem, a pesquisa de mercado se apoia muito fortemente em amostras de uma determinada população alvo, para entender o que o mercado pensa e fazer planos estratégicos de marketing. Por exemplo, se o sujeito tem uma rede de supermercados como o Walmart, ele pode querer entender o que a população pensa do Walmart, que necessidades eles tem quando vão ao Walmart, que barreiras eles encontram para ir ao Walmart, o que é importante para eles quando escolhem o mercado em que vão. Daí precisamos tirar uma amostra da população alvo (nesse caso podemos dizer que seria todo mundo que faz compra em mercados, e talvez não estamos longe se dissermos que a população alvo é toda a população de grandes cidades onde temos o Walmart - provavelmente o Walmart não está interessado no que pensam os sujeitos de lugares onde eles não estão). O desafio é como tirar essa amostra de forma que temos um resultado que reflete essa população.

Essa amostra seria um tanto quanto cara para ser selecionada como manda o figurino. Ou, digamos, o livro do Kish. E pesquisa de mercado, assim como marketing, is all about money. O que acontece é que as regras estatisticas de seleção de uma amostras são jogadas no lixo, e a seleção das amostras ficam cada vez mais horripilantes a cada dia que passa.

Hoje eu me dei de cara com esse site, onde pessoas são literalmente convidadas para "mudar de emprego", e viver de responder pesquisas de mercado. Trabalho fácil e lucrativo. Para nós estatísticos, é frustrante pensar que o livro do Kish e do Cochran e outros foram jogados na lata do lixo, e agora a seleção de uma amostra não é mais sequer feita - não selecionamos mais as pessoas, colocamos um anuncio na esquina "entre e responda uma pesquisa e ganhe $10,00", e deixamos as pessoas se selecionarem. A pesquisa de mercado, com suas delícias estatísticas, onde eu poderia passar a vida inteira aprendendo coisas novas, onde desenvolvimentos de novas técnicas de análises acontecem todo dia, onde você tem contato com os mais diversos setores do mercado lá fora, é também muito suja, chegando em certos casos a ser mentirosa, imoral, anti-ética. Como tudo que é ligado ao dinheiro, como não podia ser diferente sendo ligado ao Marketing.

A luta do estatístico nessa área é penosa. Precisamos da ajuda de nossos colegas out there, nas empresas clientes. Precisamos que os clientes de pesquisa de mercado exijam qualidade da gente, porque então bons trabalhos podem ser feitos, como muitas vezes o são. Mas precisamos do rigor estatístico da parte do cliente para que as empresas de pesquisa de mercado sejam forçadas a usar estatísticos. Ou a aprender estatística, pois eu não acho que somente nós podemos trabalhar com estatística, qualquer um que tenha conhecimento pode fazer bom trabalhos, e o conhecimento estatístico está aí, para quem quiser, público, espalhado pela internet e livrarias.

Quantos as amostras, o Canadá é um país desenvolvido, onde pesquisa pela internet é o carro chefe. E pesquisa pela internet precisa de uma lista de pessoas que estão dispostas a responder muitas pesquisas, pessoas que queiram ganhar a vida com isso, pessoas que tem tempo to go through aqueles enormes e entediantes questionários. Tendo uma lista de pessoas assim e um questionário, você diz quantos entrevistas precisa, aperta um botão e no outro dia os questionários preenchidos estão prontos para você em uma base de dados. Extremamente fácil e barato, mas com resultados por vezes extremamente viesados que você dificilmente descobre pois não tem como descobrir.

Alguns dizem que é uma troca. O cliente está disposto a ter pouca qualidade pelo preço que paga. Tipo, uma analogia, você vai na Dolar Store, ou naquelas lojas de R$1,99, e as coisas lá não prestam, e você sabe disso, mas é só R$1,99, porque não comprar? Eu acho que isso seria Ok se o cliente de pesquisas soubesse dos riscos que está correndo. Mas minha experiência diz que muito poucos realmente sabem, a maioria não tem idéia. E quem vende pesquisa (quando eles sabem dos riscos) não vai avisar os clientes. Então para mim não é assim tão ok.

No Brasil esse problema é bem menor pois são poucas as pesquisas pela internet, se bem que parece que o negócio tá pegando lá também. Não que as amostras que não são pela internet sejam boas, mas eu acho que há mais controle, mais consciência, o pessoal é obrigado a entender mais de amostragem, ponderação, efeitos e vieses de amostras não probabilísticas. Aqui nem existe amostra mais. Bom, talvez a galera que faz pesquisa eleitoral seja melhor pois eles precisam ter resultados mais consistentes. Aqui mesmo os estatísticos não sabem mais o que é amostragem pois esse não é um problema com o qual eles tem contato no dia a dia. Por isso desde que eu cheguei aqui eu tenho mostrado a eles alguns problemas evidentes que temos por causa do descaso com a amostragem, dado exemplos de amostras problemáticas cujos resultados não mostrarão os problemas e por isso ações serão tomadas sobre resultados possivelmente ruins (pois olhando os resultados você não tem como saber na maioria dos casos se eles estão ok ou não). E já fiz 3 seminários sobre amostragem. Mas é uma luta com poucos frutos. Enquanto os clientes continuarem sendo ignorantes e não exigirem rigor técnico, muitos problemas continuarão existindo. Sites como esse fazem os estatísticos ficarem bem desanimados. A tecnologia que por um lado possibilitou o crescimento exponencial da profissão com os computadores e base dados, por outro parece estar comendo os pilares da teoria matemática. Muitos trabalhos bons e honestos são ainda feitos, no entanto, e eu gostaria de pensar que existe uma forma de colocar juntas a facilidade de coleta de dados proporcionada pela internet e a aplicaçção constante teoria da amostragem, tal que ao olharmos para o futuro não vejamos uma nuvem negra no caminho das pesquisas de mercado.

Treino no Domingo

Saí as 6:30 hoje para mais um treino. Apesar da torre ontem, eu estava me sentindo bem e resolvi fazer um percurso mais longo, que acabou dando quase 14 Km. Subi a Avenue Road até a Wilson, uns 7Km, entrei na Wilson a direita para pegar uma enorme descida até a Yonge e voltei na Yonge sentido Sul para pegar uma enorme subida. E continuei até estar de volta na Saint Clair.

Enquanto eu estava descendo a Wilson, eu vi um enorme meteorito no céu, como eu nunca tinha visto antes. Era uma grande bola de fogo com uma longa cauda, que apareceu no topo do céu e eu pensei que fosse um avião, só que estava muito rápido para ser um avião. O negócio foi aumentando de tamanho e criando uma cauda, até desaparecer atrás das casas. Foram pocuos segundos, mas ele cobriu uma grande extensão do céu e eu parei para olhar. Era muito grande, e eu imagino que deva ter caido em algum lugar.

O treino acabou sendo bom, eu me senti um pouco cansado no trecho final mas ainda assim deu uma acelerada para terminar em grande estilo. A temperatura de 7 graus, sem vento, ajudou o treino ser legal, eu logo estava aquecido e rodando sem sentir frio.

sábado, 24 de outubro de 2009

Subindo na Torre


Hoje foi o dia. Pelo terceiro ano consecutivo lá fui eu subir as escadas da CN Tower, uma das construções mais altas do mundo. Na verdade acho que é a quarta, considerando todos os tipos de contruções, sendo a mais alta torre que não é suportada por cabos.

Só que a galera que sobe na torre não vai até o topo (nem sei se daria para ir). A torre tem 553 metros, mas subimos até cerca de 342 metros. A subida, que vale e conta tempo, é composta de 143 vãos de escada, cada um com 12 degraus, se eu não estou enganado. É equivalente a pelo menos 70 andares. Após passar pela "linha de chegada" você ainda tem que subir mais uns 10 vãos para chegar onde está o elevador, para descer.

O final de semana passado foi pesado, com a corrida do Zoológico e as trilhas de mountain bike, e eu fiquei meio parado a semana toda por causa disso. Ontem, sexta, eu corri de manhã como Trevor e me senti ok. Dormi bem e acordei disposto a correr até a torre (deve dar uns 5 ou 6 Km, mais descida, quase nenhuma subida.). Também fui incentivado pela temperatura, que subiu para 12 graus, então eu não precisava usar muita roupa de frio. E fui num trote meio rápido até a torre, cheguei lá aquecido, resolvi subir do jeito que estava (sem deixar a blusa no guarda volumes - o que todo mundo faz pois as escadas tem aquecimento). Na verdade tinha uma fila enorme de gente na minha frente e eu não queria enfrentar fila no guarda volumes quando descesse da torre. E a minha blusa não era grossa.

Eu chegui no lugar por volta das 5:50 da manhã, sendo que a torre abre para a galera subir as 6h, e já peguei essa fila enorme. Como consequencia já previ congestionamento na subida. Enfrentada uma primeira fila registro, a gente caminha uns 400m e então vem a fila para a subida na torre. O problema ali foi que como a fila era grande a galera que tinha deixado a blusa no guarda volumes estava enfrentando o frio na fila. Acho que foram uns 15 minutos ali no frio até entrar na torre e dali logo estávamos subindo.

Não tem largada, você chega, eles enfiam um cartão numa máquina lá que mostra a hora. E te dão o cartão, pronto, vc pode mandar bala que o tempo tá contando. E você vai carregando o seu cartão, com o horário que você começou.

Ali no começo o congestionamento era grande, pessoas subindo devagar e eu as vezes ficava encaixotado. Mas logo veio esse sujeito pedindo para a galera abrir caminho e tal, e eu fui no vácuo dele. Ele não tava tão rápido e na verdade quando pegávamos vários vãos livres, ele parecia mais cansado do que eu. Não sei o que aconteceu que em certo ponto eu perdi ele de vista. Outros dois sujeitos vinham na nossa cola, mais rápido do que a gente e eventualmente passaram. Mais acima encontro eles sentados entre um vão de escada e outro. Mas eis que eles começam novamente, rápidos, um magro e grande e o outro baixinho e troncudo. Me passam e somem lá para cima somente para depois eu encontrar com eles novamente sentados no vão da escada. Levantaram, denovo me passaram e denovo sentaram. Faltavam uns 20 vãos quando eles me passaram pela última vez, eu não consegui acompanhá-los e eles terminaram na minha frente.

Entre um vão e outro há um espaço onde a galera dá uma parada para respirar. Alguns ali saem meio de lado para dar passagem para os outros. Alguns sentam no chão. Mas eu nunca parei, em nenhuma das 3 vezes que subi na torre.

Embora houve esse congestionamento no começo, a subida não foi tão ruim. Eu nem posso dizer que as pessoas me atrapalharam muito. No começo tem aquele monte de gente, todo mundo subindo bem, mas 20 vãos de escada depois e você já sabe quem vai sofrer para subir os outros 120. Ali a maioria do pessoal começa a encostar, parar nos espaços entre vãos, subir lentamente do lado direito e você passa a ter menos problema com o congestionamento. Muitas vezes eu encontrei o caminho completamente livre por muitos vãos de escada. A galera se espalha bem.

Estávamos por volta da metade do caminho quando eu percebi que não estava tão bem como no ano anterior. Eu me sentia cansado, as pernas realmente ficam bambas quando você sobe 30, 40 andares sem treinamento para isso. Por vezes eu tive que desistir dos passos de dois em dois degraus para descansar um pouco as pernas e nisso o ritmo caia. A segunda metade da subida foi então um pouco sofrida, cansativa mesmo, eu não queria diminuir muito o ritmo e ao mesmo tempo as pernas não queriam mais subir. Mas eu continuei sempre. Ninguem me passou em uma velocidade que fosse assim impressionante. Os poucos sujeitos que me passaram estavam pouco mais rápido que o meu ritmo, coisa que eu poderia fazer com um pocuo mais de treino. Aliás minha impressão é que se eu estivesse melhor, como no ano passado, ninguem teria me passado. Mas eu cheguei meio atrasado, digo, já encontrei a fila enorme. Aqueles que querem e podem fazer tempos bons, eles chegam bem cedo, eles estão lá na frente da fila e obviamente eles não vão te passar pois já estão na sua frente.

Chegando no vão número 143 (todos os vãos tem números e dessa vez eu tava evitando lhar para os números) a gente entra numa escada perpendicular, uns poucos degraus de um vão curto e é isso, a linha de chegada. Na verdade não tem linha, tem a galera ali denovo com a máquina, você chega, eles enfiam o cartão na máquina, o cartão sai como horário e agora você tem dois cartões. O horário que você começou e o horário que você terminou. Esse é o chip deles. Daí vem mais uns 10 vãos de escada até você chegar no lugar onde os turistas ficam vendo a cidade. Obviamente naquele horário só tinha a galera da subida.

Eu dei uma volta por lá, peguei uma água, dei uma olhada na cidade lá embaixo, pois é, eu tinha subido bastante! Não fiquei muito, peguei o elevador de volta ainda meio cansando pois eu estava com medo que o dia fosse ficar claro e me pegar sem os óculos escuros. Lá embaixo você mostra os seus cartões para o sujeito e ele entra os tempos na calculadora para chegar ao seu tempo de subida. O meu foi 16m16s, que ele escreveu na minha camiseta, cuja foto está nesse post. Foi bom, ano passado tinha sido 15m00s e o anterior na casa dos 17 minutos, então acho que foi bom. Eu estava meio cansado depois de correr até o local e subir as escadas, então resolvi pegar o metrô de volta para casa.

Uma curiosidade do evento para nós brasileiros é que ele é totalmente posicionado como evento beneficiente. "Suba na torre pela sua cidade". Na camiseta vem escrito "Eu fiz isso pela cidade". Na página na internet eles mostram exemplos do que fizeram com o dinheiro. Em momento algum fala-se em competição. Ou medalha para o primeiro colocado. Simplesmente não é uma competição a não ser aos olhos de alguns participantes. Na verdade é uma competição de arrecadar fundos. Você é incentivado e arrecadar o quanto puder. Precisa arrecadar um mínimo de 50 dolares para participar (veja bem, arrecadar, não é pagar) e um máximo de quanto você puder. E eles mostram no site a lista dos que arrecadaram mais. Eles dão dicas de como arrecadar, como pedir aos amigos e tal. As corridas são geralmente assim também, você sempre tem um espaço caso você queria pagar/doar mais do que o valor da inscrição. Enfim, é diferente...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

The Betrayal

The Betrayal - A Traição - é um documentário que fala um pouco sobre as consequências da guerra civil em Laos, com participação maciça dos US. O documnetário segue uma família de Laos que teve que fugir do país após a guerra pois eram tidos como inimigos pelos que venceram o conflito. Como a situação era muito complicada, eles fugiram do país indo parar nos US. Em Nova York o documentário mostra a luta da família contra a pobreza em um país totalmente diferente, com uma cultura incompreensível. O filme passa a idéia de que os US, o país que entrou na guerra contra os esquerdistas, deixou o Laos destruído, se retirou e virou as costas para o povo de Laos que lutou a seu lado e sob o seu comando, povo que correu risco de vida e teve que sair do país. Uma parte foi se refugiar nos US e lá foram totalmente ignorados e não tiveram qualquer assistência do governo americano. O filme entao fala sobre a traição da América ao povo de Laos, por usarem-nos e depois os abandonarem.

O que os americanos fizeram em Laos é impressionante. Diz-se que o número de bombas jogadas no país pelos americanos foi maior que todas as bombas usadas na primeira e segunda guerra mundial juntas. Esse é um bom artigo sobre o documentário.

O documentário é muito interessante e foi nomeado para o Oscar. Muito bom.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

O Rodolfo e seu novo livro


E depois do sucesso do seu primeiro livro "Maratonando" o nosso amigo Rodolfo parece que tomou gosto pela coisa. Ele vai lançar o seu segundo livro, cuja seção de autógrafos vai ser neste dia 28, a partir das 6:30 da tarde, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, como vocês podem ver no convite aí ao lado.

Eu ainda lembro do lançamento do Maratonando, quando nós corredores e outros corredores invadimos a dita livraria para mostrar pra todo mundo que o Rodolfo era NOSSO amigo. Pena desta vez eu estar tão longe, pois não falta vontade de ir para prstigiar o amigo e passear na excelente livraria, como eu sempre fazia de quando em vez.

E que o Rodolfo faça sucesso e continue escrevendo livros e nos brindando com seu alegre e informativo blog. Parabéns por mais essa Rodolfo!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mountain Bike






Eu estava descansando da corrida do sábado quando o Trevor me chamou para pedalar nas trilhas de mountain bike no domingo a tarde. Essa era uma coisa nova que eu nunca pensei que fosse fazer antes de vir para cá. Mas ele vai para as trilhas todo final de semana, no norte, e neste final de semana que ele ficou em Toronto, ele resolveu me chamar para explorarmos as trilhas da cidade. Ok, vamos lá, eu nem pensei muito.

A trilha começou bem, eu estava um pouco desnorteado pelo sol que se misturava com a sombra das árvores, mas logo entramos em mata mais fechada e só tinha sombra. A trilha seguia, aparecendo sempre desafios. A trilha é feita especificamente para bicicletas, com pontes, rampas, raízes e vários obstáculos. Totalmente louco. Mas muito legal.

O objetivo não é correr nem chegar primeiro, o objetivo é fazer a trilha sem descer da bike e se você está no nível mais avançado então você se diverte pulando rampas, passando sobre pontes estreitas e outros malabarismos. Eu estava simplesmente tentando ficar sobre a bike. Subidas de tirar o fôlego obrigavam a gente a colocar na marcha mais leve e pedalar, pedalar, pedalar. Mas as vezes a subida era tão íngreme que você não conseguia ficar sobre a bike.

No começo eu ia bem, nem tanto como o Trevor, mas eu tava indo, só que eu ficava exausto. Mas não parava. Alguns trechos eram planos ou descidas e eu conseguia descansar um pouco. Alguns lugares eram super difíceis e eu tinha que empurrar a bike. Outros eram de dar medo, como pontes estreitas (vejam esta da primeira e segunda fotos, estas são largas). Eu nem sempre tinha coragem de encarar. Teve um morro que era tão íngreme, em descida, que eu cortei volta. O que contava era a técnica, não a força ou velocidade, e eu não tinha nada de técnica.

Passado mais ou menos uma hora no meio da mata eu estava cansado já e descia mais frequentemente nas subidas. Eu também comecei a sentir as costas, o esforço era enorme. Numa das pontes eu acabei caindo da bike, digo, na verdade me descontrolei um pouco e ali não tem lugar para descer da bike, não tem chão para por o pé já que a ponte é bem estreita. Moral da estória, lá fui eu ribanceira a baixo. Mas ali tinha muita folha e terra macia, um pouco de barro. Eu acabei me sujando mas não me machuquei.

Depois de 3 horas de pedal estávamos de volta em casa. Eu estava bem mais exausto do que depois da corrida de 10Km. Hoje perdi a hora do trabalho...rsrs.

As fotos aí estão em ordem inversa. A primeira lá em cima é praticamente no final da trilha. Depois vem lugares no meio da trilha e na última foto eu estou esperando o Trevor na frente do prédio dele, com minha bike. Aqui estão as outras fotos, que nao ficaram muito boas. Eu também não estou nas fotos já que era eu quem estava tirando elas...

domingo, 18 de outubro de 2009

História do Canadá - Capítulo 11 - Colônias em Desenvolvimento

O Capítulo 11 abre a Parte IV do livro que vai de 1815 a 1867 e fala do amadurecimento das colônias inglesas na America do Norte até a formação de uma nova nação chamada Canada em 1 de Julho de 1867. O Capítulo 11 fala sobre o contexto de desenvolvimento social e econômico, que levou ao desenvolvimento político, do qual falaremos no Capítulo 12.

A questão das fronteiras com os USA não teve uma solução definitiva e fácil. As fronteiras eram definidas e redefinidas através de anos de negociação. No oeste, a Inglaterrra cedeu o território ao Norte do Canadá à Russia em 1825 e o território que era da Inglaterra era objeto de cobiça dos USA. Mas em 1846 foi definido que o território ao norte do paralelo 49 seria do Canada (A Russia tinha o território ao norte do paralelo 54'40'', que acho que é o Alasca, mas o livro não fala isso). Em 1849 foi criada a colônia da Ilha de Vancouver e em 1958 a de British Columbia, num esforço para consolidar o domínio britânico da região. Em 1866 essas duas colônias foram fundidas em uma só. Enquanto isso no "Far North" os europeus buscavam uma passagem para o Pacífico, busca que movimentou a região durante todo o período coberto por este capítulo (1815 - 1867).

Imigração - Entre 1815 e 1860 as colônias receberam ondas de imigrantes como nunca antes. A maioria deles vindo da Inglaterra, empobrecidos pelas guerras Napoleônicas e Revolução Industrial. Irlandeses também vieram em grande quantidade em 1825 devido a períodos de baixa produção agrícola na Irlanda. Cerca de um terço dos Irlandeses que vieram para o Canadá acabaram indo daqui para os US. Em 1845 outro período de fome dizimou a Irlanda causando muitas mortes e êxodo para a América do norte. Mesmo pessoas que estavam bem na Inglaterra eram atraídas pela visão de oportunidades nas colônias inglesas. Por causa da gradual eliminação da escravidão nas colônias britânicas a partir de 1793, também houve uma grande imigração de negros dos USA para o Canadá, onde eles eram livres. A descoberta de ouro em 1858 na costa Pacífica trouxe uma leva de imigrantes para a região, vindo de toda parte do mundo. Com a aumento da imigração a ameaça militar dos nativos foi desaparecendo, doenças e pobreza os assolaram. Nas colônias do Atlantico os nativos estavam limitados as reservas em meados do século XIX e na costa Pacífico eles se deram emlhor, mas ainda eram fortemente influenciados pela imigração e deslocados de suas terras pela corrida do ouro. Por volta de 1860 a imigração diminuiu substancialmente mas o caráter inglês das colônias estava consolidado. Cerca de 25% da então população era de origem Irlandesa. Embora ainda dominada pela língua francesa, cercad e metade da população de Montreal e Quebec falava ingles por volta de 1850.

Os imigrantes de uma forma geral não tiveram uma vida fácil nas colônias Britânicas. As terras prometidas nem sempre eram recebidas e eles se viam sem dinheiro e obrigados a trabalhar como empregados na terra dos outros, pesca, extração de madeira. Além disso eram muitos os conflitos com a população local. Eles competiam pelos empregos, pela economia e frequentemente traziam doenças da Europa que causavam muitas vítimas aqui. Os imigrantes estavam entre a população mais pobre das colônias frequentemente tendo que pedir esmolas.

Economia - Com o aumento da população pela imigração o comércio de bens básicos/ matéria prima com a Grã-Bretanha cresceu bastante. Madeira, peixe, pele, minerais e trigo estavam entre os principais items comercializados. Newfoundland tinha sua economia baseada no peixe cod, um peixe do norte do Canadá. Mais tarde no século XIX o comércio de focas e leões marinhos dividiu a economia de Newfoundland. A agricultura de trigo desenvolveu mais no Upper Canada (Sul de Ontario) mas ainda assim a maioria das famílias não conseguia produzir mais do que para a propria subsistencia e para o mercado interno. No Oeste o Bufalo era caçado e vendido para os USA. Madeira era extraída para construção. Muitas fábridas de navios começaram a se instalar principalmente no Leste. O Comércio de pele continuou, agora sob o monopólio da Hudson Bay Company.

Família - A maioria da população era rural e a família era a unidade econômicam Mulheres geralmente trabalhavam em casa ou como doméstica. Elas eram responsáveis pela comida e roupa. Crianças geralmente começavam a trabalhar cedoe antes dos 15 anos era esperado que fizessem o trabalho de um adulto. A média era de 7 a 8 filhos por mulher, sendo que 1 em cada 5 crianças morria no primeiro ano. A mãe falecia por complicações na gestação ou parto uma em cada 20 partos. A expectativa de vida era em torno dos 50 anos.

Cidades - Em 1850 menos de 20% das pessoas viviam em comunidades com mais de 100 habitantes.Nessa época Montreal era a maior cidade do Canadá com 57 mil habitantes, seguida por Quebec City com 47 mil e Toronto com 30 mil. Geralment não havia divisão de bairro residencial e comercial, pessoas moravam e trabalhavam no mesmo predio. As cidades não eram um lugar prazeroso para viver. As ruas eram cheias de escrementos de vacas e cavalos, os mercados cheios de carcaças, cabeça de peixes, vegetais apodrecendo. Havia muitos ratos e doenças que fazia a taxa de mortalidade ser maior nas cidades do que na zona rural. Banheiros ainda eram no quintal dos fundos das casas, juntos com animais. Agua, esgoto e luzes comecaram a serem instalados em 1850 nas cidades mas ainda era muito precarios. Toronto e Montreal comoeçaram a emergir como pontos de comércio nas estradas e ferrovias, mas não havia uma cidade dominante na colônia.

Cultura e Classe - A classe na colonia era baseada em parentesco, riqueza e relacionamento com a produção. A hereditariedade era restrita, mas a riqueza era altamente concentrada e poucos dominavam muitos aspectos da vida colonial. Uma clase média de fazendeiros e artesãos eram os pilares da colônia. A clase baixa compreendia uma imensa quantidade de trabalhadores que dependiam de trabalho geralmente sazonal para ganhar a vida.

Nativos - Em meados do século XIX o papel dos nativos eram variados. Na costa atlantica o comércio de pele já tinha acabado e há registros de tribos que desapareceram completamente. Outras começaram a viver do comércio de seus artesanatos. NMais para o centro (Quebec/ Ontário) os nativos se viram cercados pela urbanização e burocracia dos brancos. Ficaram confinados em reservas e sujeitos a processos burocráticos relativo a posse e valor de suas terras, tendo que obedecer a tratados. No Oeste os nativos também viram suas terras serem tomadas e seu território de caça ser reduzido pela Hudson Bay Company. Houve guerras entre nativos e HBC. Com a corrida do ouro os garimpeiros fizeram suas próprias regras, queimaram vilas nativas para tirarem-nos de seu caminho. Paralelamente também houve algumas políticas de grupos isolados e da igreja favoráveis aos nativos que já haviam perdido sua habilidade de sobreviver. Em alguns lugares os nativos receberam assistencia em geral e educação, alem de qualificação para o trabalho. Houve também missionários que foram para o interior para converter os nativos ao Cristianismo. Enquanto no Leste os Nativos já haviam desenvolvido imunidade a doenças dos europeus, no Oeste doenças como sarampo continuavam a dizimar nações. Muitos nativos passaram a trabalhar com os brancos e a se integrar a cultura européia.

Os Métis - Os Métis, originados da mistura de brancos com povos nativos, viviem em comunidades geralmente rurais onde cultivavam a terra. Eles frequentemente enfrentavam períodos de fome devido a dificuldade da caça. A principal colônia Métis ficava perto de onde hoje é Winnipeg. Como tinham parte da cultura branca, os Métis viviam em comunidade misturado com europeus. A principal comunidade, a do Rio Vermelho (perto de onde é Winnipeg) era formada em sua maioria por Métis. Com essa mistura essas comunidades foram infestadas por racismo entre os brancos e os Métis.

Negros - No século XIX havia um sentimento anti-escravagista nas colônias Britânicas. Em 1833 a escravidão foi abolida em todo o império Britânica. Inicialmente (por volta de 1812) chegaram às colônias os negros leais, que lutaram em favor da Grã-Bretanha na Independência Americana. Muitos deles receberam terras. Havia discriminação apesar de tudo - os negros receberam menos terras e sempre tinham mais dificuldades com questões burocráticas. Era difícil o acesso a educação e política. Mais tarde chegaram às colônias mais negros fugindo da escravidão nos US que tendiam a formarem comunidades separadas dos negros leais.

Cultura e Religião - As igrejas Cristãs proliferaram nas colônias Britânicas. Elas chegavam a competir umas com as outras e tinham um papel na definição da vida social, política e intelectual da região. A Igreja Católica Romana tinha muito poder entre os que falavam frances, no leste do Canadá. As igrejas Batista e Metodista foram as que cresceram mais entre as evangélicas. Por volta de 1850 cerca de 40% da população era Católica. No Oeste a religião mais predominante era a Protestante.Fora do Leste do Canadá os Católicos não eram praticamente representados entre as classes mais poderosas, eram em sua maioria trabalhadores. As igrejas também eram importante na prática da caridade entre os pobres. Orfanatos, hospitais e abrigos eram frequentemente patrocinados pela igreja.

Assim termina o capítulo 11. O capítulo 12 vai falar mais de política, rebeliões e reformas.

Distrito 9

Distrito 9 é um filme de ficção científica, sobre seres extra-terrestres que viera a pousar na Terra em uma situação onde eles estavam debilitados. Os humanos então criaram um tipo de uma cidade para eles, chamada Distrito 9, na África do Sul. Mas eles começaram a criar problemas e numa tentativa de mudar eles de lugar um humano expert nos ETs acaba entrando em contato com um líquido que vai transformá-lo em um ET. Aí tem a luta do sujeito para voltar ao normal... Enfim, muita bobagem, na verdade só bobagem, eu não sei porque perco meu tempo com esse tipo de filme... Eu sei que tem gente que gosta e eu não tenho nada contra mas esse é o tipo de filme que me deixa entediado pois ele é muito distante de qualquer possível realidade, fala sério. Eu pensei que teria algo interessante sobre ETs e tal mas...

sábado, 17 de outubro de 2009

Corrida do Zoologico


Hoje foi o dia da corrida do Zoologico. Eu corri ela no ano passado, achei legal e não panejava correr denovo neste ano principalmente porque fica meio longe (30Km de bike, ou metro + onibus) e é numa época que já faz frio (ru já nem to indo muito em corridas, se faz frio então é mais difícil porque tem toda aquela maratona de levar um monte de coisa, blusas e tal..).

Mas acontece que o meu colega Etíope, o Nathaniel, se inscreveu no verão e disse que ia correr. Eu sabia que ele tava contando comigo, então me inscrevi também. Nesse tempo todo eu fiquei com aquela dor nas costas e pouco treinei. Ele treinou ainda menos para não dizer que não treinou nada. E ainda queria ir de bike até lá pois eu falei para ele que no ano passado eu tinha ido de bike.

Fomos de bike até o metrô, pois a gente decidiu que era melhor pegar o metrô até onde o metrô fosse e bike de lá em diante. No metrô ele já desistiu da bike por completo, já estava falando de pegar um busão no final do metrô. Isso por causa do frio, uns 2 graus que parecia muito menos com o vento contra na bike. E ele realmente estava despreparado, luvas não eram boas, roupas não era adequadas. Ele estava passando frio e não queria mais saber da bike. Eu concordava pois dada a falta de preparo dele principalmente (que nunca correu e nao treinou), era melhor chegar lá inteiro. Mas então dentro do metrô eu disse a ele que então estávamos levando a bike atoa e ele se tocou que iamos levar a bike atoa para deixar amarrada num poste lá, com o risco de ser roubada. Minha bike já está meio detonada mas a dele é novinha. Ele jamais deixa na rua. Então ele se tocou que ele tinha carro e pediu para voltamos para o ap dele, deixar a bike lá e ir de carro. Ok, isso realmente parecia melhor, eu topei. Chegando no ap dele eu decidi que enquanto ele subia, descia, pegava carro e tal, eu ia até meu ap deixar minha bike, ele passaria lá (6Km até meu ap).

Chegamos no local as 7:30 com largada para as 9h e frio tava trincando. Como eu sou meio prevenido, eu tinha levado um gorro extra mais grosso e uma blusa de corrida também mais grossa, para temperaturas inferiores a 5 negativos mais ou menos. Ele tava com frio e pediu os dois emprestados (logo depois que tiramos a foto acima). Tomomos um café, comemos umas coisas e fizemos uma horinha e fomos pra largada.

Eu corri com ele nos primeiros 500 metros, disse a ele para pegar leve, e coloquei um ritmo que eu achava forte, que é como eu costumo começar as corridas. Passei muita gente mas lá pelo Km 6 eu tava detonado, tive que reduzir a velocidade, mas ainda assim nem tantos me passaram. Terminei bem cansado com 47:47. Cá entre nós, se a gente colocar na balança que eu pouco treinei depois das dores nas costas e que eu tava com 10Km a mais quando voltei pro Brasil (95Kg, juro que ainda não entendi isso, queria passar noutra balança mas a Lika estava tirando com minha cara e dizendo que ela conhecia aquela balança e que ela tava certa e que eu tava gordo e não queria aceitar. ). E tava frio, imagina, 2 graus. E não era plano. Ok, tudo desculpa, mas enfim, achei que o tempo não foi lá ruim não apesar de eu ter terminado morto.

O Nathaniel terminou em 1:03, o que achei muito bom, eu tava acreditando que ele pudesse terminar na casa dos 1h20m e sofrer e sair com dores e tal e nunca mais correr. Mas ele terminou bem e parece que tá animado para encarar outras, embora não antes da temperatura aumentar.

A corrida foi legal, bem organizada, com 3 postos de água e eu não parei em nenhum (com 2 graus vc não precisa tanta água assim, eu acho). O resultado saiu logo na internet e depois da corrida teve muita coisa a vontade para comer, incluindo frutas, vários tipos de biscoitos e roscas. Eu para dizer a verdade tava meio atordoado, cansado da corrida, nem tava querendo comer nada, mas peguei uma rosca e uma banana. A corrida não deu medalha apesar de ser uma das mais famosas da cidade. A camiseta foi legal (veja na foto, o Nathaniel tá com ela). Enfim, foi divertido!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Jantar com a galera

Hoje eu acabei indo jantar com a galera do trampo de surpresa. Acabei ficando no trabalho até um pouco mais tarde pois descobri um problema numa análise que tinha feito e, como diz o ditado, nao gosto de deixar para amanhã (ou segunda feira) o que posso fazer hoje. Quando ia saindo deu certo que a turma do "food event" ia saindo também.

Um dia um sujeito resolveu lançar a idéia de a gente reunir a galera do trampo e ir em restaurantes diferentes, especialmente cozinhas estrangeiras. Esse dia foi ainda no ano passado. Uma galera aceitou a idéia e o primeiro restaurante que fomos foi um brasileiro. Era só um grupinho pequeno do trabalho que para falar a verdade foi diminuindo, mas uns poucos que ficaram fizeram com que o evento não acabasse. Com isso eu acabei indo com eles num restaurante Mexicano, Chines e Etíope, além daquele primeiro brasileiro. Eles foram em outros que eu não participei, nem sei porque. E é uma coisa da turminha, não é nada que a empresa faz.

Bom, então, essa turma ia saindo hoje, eles iam indo para um restaurante de comida da Malásia, Eu saindo tambem, capacete na mão, mala de carregar na bike, pronto para ir pra casa. E eles me convenceram a ir também. Fui de bike.

Foi legal, a comida é saborosa (como geralmente é toda comida diferente), gostei bastante e de quebra conheci duas pessoas do trabalho que ainda não tinha sido apresentado. Tinha no total 8 pessoas, o que é bem pouco para o tamanho da empresa. Mas foi bom, eu prefiro pouca gente mesmo...

A Gripe Suina

O calor jah era. E com a chegada do frio a preocupacao com a gripe suina explodiu. Na primeira semana de Novembro comecara uma campanha de vacinacao contra a gripe para toda a populacao. E desde jah estao planejando nas escolas e lugares publicos o que fazer se uma pessoa pegar a gripe.

Eh interessante toda essa preparacao, se a gente pensar direito nem sabemos se vai haver a tal epidemia. Mesmo assim toda a populacao tah sendo preparada para ela. Bom, se acabar nao acontecendo, melhor...

Enquanto isso no Brasil parece que as coisas se acalmaram. Eu tenho sido meio preguicoso para acessar as noticias do Brasil, mas parece que o pessoal nao tah mais falando muito na gripe suina. Menos mal, qualquer coisa eu pego o primeiro voo para o Brasil...rsrs...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CN Tower Climbing

E lá vou eu denovo subir a CN Tower. Será no outro final de semana, dia 24 de Outubro. O evento é beneficiente (como todos aqui) e eu estou indo participar pela terceira vez. Na primeira vez levem em torno de 18 minutos para subir e na segunda em torno de 15 minutos. Minha impressão e que fui mais rápido principalmente porque fui mais cedo e as escadas estavam livres. As escadas são estreitas e é difícil a ultrapassagem. Mas geralmente é legal, você chega lá no topo com as pernas bambas. Acho que tem em torno de 140 vãos de escada para subir, cada um com uns 10 degraus. Ou seja, não é fácil.

O Canadá deve ser um dos países mais avançado na tecnologia para arrecadar dinheiro para entidades sem fins lucrativos. Aqui está a página que eles fizeram para mim, e que eu posso personalizar com mensagens, fotos e tal. Não existe premio para o sujeito que sobe mais rapidamente, mas existe para o que arrecada mais dinheiro.

Enfim, lá vou eu sobir na torre pela quinta vez (a terceira pelas escadas)... E que venham os degraus!

Quanta propaganda...


Uma das coisas que me deixou espantado aqui é o número de folhetos de propaganda que a gente recebe na nossa caxinha do correio. Para pelo menos uma coisa boa podemos falar dos muros altos, câmeras, porteiros, alarmes que temos nos prédios do Brasil - Como ninguem tem acesso ao seu apartamento você sua caixinha do correio nao fica entupida de panfletos de lojas.

Pois aqui fica. Desde jornaizinhos de lojas que vem todas as semanas com aquelas promoções até propagandas mais estranhas como essa daí da foto, que é de uma agência que te ajuda a "desencalhar".

Eu acho que o povo deveria parar de comprar em lugares que entopem nossa caixinha de correio, afinal é uma certa invasão de privacidade, dado que a caixinha é nossa e que não pedimos nem demos autorização para essas coisas. Pelo que vejo a maioria das pessoas jogam os panfletos fora sem nem mesmo olhar, pois a lata de lixo lá sempre tá cheia desses folhetos de propaganda. Aliás eu acho que aquela lata de lixo só está lá para que as pessoas possam jogar fora o conteudo de suas caixinhas de correio. Aí seus comerciantes, vamos pensar mais no meio ambiente e parar de desperdiçar papel...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Treino forte hoje

Hoje eu saí para o treino com uma temperatura de 1 grau. O departamento de meio ambiente do Canadá deu alerta de geada para a manhã de hoje. Seguramente o dia mais frio depois do inverno, e a temperatura não tem passado dos 10 graus estes dias. Interessante pensar que isso é outono, que ainda estamos tentanto aproveitar o calor antes do inverno.

Enfim, eu resolvi fazer um treino mais curto, mas como me senti bem no começo forcei a barra e corri rápido quase o tempo todo. No total deve ter dado entre 7 e 8 Km, a maior parte correndo forte. Terminei bem cansado, mas um pouco satisfeito por ter conseguido segurar um ritmo melhor. Quem sabe eu consiga também chegar no inverno com bom preparo, seria realmente legal correr ainda mais neste inverno do que no ano passado, tipo, chegar preparado na Around the Bay.

Sábado que vem tem a corrida do Zoológico e pelo treino de hoje eu acho que estarei bem lá. Parece que não vai ser difícil correr sub 50 minutos, que era minha meta, e se eu estiver como hoje então talvez consiga até chegar perto dos 45 minutos nos 1oKm, o que seria fantástico pois dessa vez eu perdi muito tempo de treino com as dores nas costas e realmente fiquei fora de forma....

A cidade dos gatos

Hoje por acaso, antes de sair para o treino, eu estava ouvindo uma entrevista no rádio com um sujeito que resolveu tratar (dar comida e tal) de uma colônia de gatos selvagens que ele encontrou aqui na região metropolitana de Toronto.

Primeiro me espantou o fato de que existam colônias de gatos selvagens, segundo o de que pessoas vão lá dar comida a eles quando crianças passam fome (agora no Thanksgiving o sujeito ia levar um peru para eles, embora os gatos gostem mais de frango, segundo ele). Eu, defensor dos gatos que sou, já estava pensando num jeito de usá-los como fonte de proteína para as crianças carentes.

Eles explicaram que o que acontece é que pessoas querem desfazer de seus gatos e soltam eles longe de casa. Esses gatos se juntam e procriam formando colônias e passando ao estado selvagem, mesmo evitando a proximidade das pessoas. Mas parece que eles são facilmente domesticados (é só dar bastante comida todo dia e tal...).

Em Toronto existe o Toronto Cat Rescue, uma organização que tem por objetivo proteger os gatos de rua. O Toronto Feral Cat Project procura dar um jeito na superpopulação de gatos. Aqui uma matéria infformativa sobre o que acontece com os gatos em Toronto. Segundo a matéria a proliferação dos gatos são um problema para os que amam eles e também para os que o odeia. Mas cá entre nós, um problema criado somente pelos que tem gatos.

domingo, 11 de outubro de 2009

Super Size Me

Esse e um documentário que acho que somente eu não tinha visto. É uma oposiçaõ as grandes cadeias de fast food, principalmente o McDonalds. O diretor do filme resolve fazer uma dieta onde durante um mês ele não come nada a não ser coisas que o McDonald vende. Ao mesmo tempo ele tem acompanhamento de vários médicos. O resultado é que ele engorda e fica com o fígado e rins bastante prejudicados a ponto de os médicos pedirem para ele parar a dieta no vigésimo dia. Ele também mostra o marketing perverso desses companhias tentando fazer a cabeça das crianças.

Eu acho que é interessante, mas não funciona realmente. Ninguém de nós vai parar de comer fast food por ver o filme, ou muito poucos param. Eu muito raramente frequento esses lugares, mas no Brasil eu ia de vez enquando no Rabibs, não sei se é melhor...

Taxi to the Dark Side

Este é um documentário vencedor do Oscar de melhor documentário em 2008. Ele começa falando de um jovem afegão motorista de taxi que foi capiturado pelo exército americano em 2002, na guerra contra o terror, preso, torturado até a morte. O filme discorre sobre a tortura sofrida por muitos inocentes, a desobediência dos USA à convensão de Genebra e o desrespeito aos direitos humanos. É um pouco revoltante o fato de que ninguem foi realmente punido a despeito da maioria dos torturados não terem sido convictos. A gente passa a questionar o que uma nação poderosa como os USA podem fazer, com todo mundo vendo, e não acontecem nada com eles...

Sobre o Ironman

Eu acabei assistindo o ironman do Hawaii praticamente inteiro, apenas dei uma cochilada na parte da bike. Achei muito legal, as três modalidades passam por lugares bem legais, a ilha parece bem legal. Mas eu não tava lá para ver como é a ilha, ou pelo menos não só para isso.

Uma coisa que não teve como não notar foi o fato de a galera estar toda de roupa curta, temperatura muito alta. E este frio aqui.

A competição foi interessante pelas inversões. A galera diz que a natação não é muito importante, é um aquecimento e geralmente não tem muito peso na decisão do Ironman. Foi o que aconteceu, os dois sujeitos que terminaram na frente (e bem na frente) na natação não se deram bem depois. O primeiro da natação foi o 58 na bike e o 66 no geral. O segundo na natação foi 21 na bike e 9 no geral. O terceiro na natação foi 16 na bike e 8 no geral. Enfim, a natação parece que não ajudou muito.

O vencedor do Ironman, Craig Alexander (Australia) foi 12 na natação e 10 na bike mas deu um show na corrida.

O segundo lugar no Ironman, Chris Lieto (USA) foi 26 na natação e primeiro na bike. Aliás ele começou a corrida com 11 minutos de vantagem pro segundo colocado depois da bike (que foi 12 no geral). Lieto é grande e eu tive a impressão desde o começo de sua corrida que ele não tava tão bem, principalmente depois de ver Alexander correndo. Lieto fez a bike espetacular, mas a sua maratona foi feita em 3:02, o que é bastante fraco, tipo, você precisa ter uma boa vantagem (e ponha boa nisso) na bike se quiser vencer um ironman com uma maratona acima de 3h. Alexander fez a maratona em 2:48, colocando 14 minutos em Lieto e terminando o ironman 3 minutos na frente. Quando Alexander começou a maratona 11 minutos atrás de Lieto não parecia possível que ele (ou qualquer outro) fosse vencer, fosse tirar a diferença de Lieto. Mas a maratona é longa e é penosa num Ironman, Lieto sofreu bastante.

A disputa feminina não teve muita graça, Chrissie Wellington (Grã Bretanha) terminou a bike com 12 min. de vantagem para a segunda mulher na bike. E correu a maratona bem, terminando em 3:03. Liderou o tempo todo, sem ser ameaçada e terminou o Ironman 9 minutos na frente da segunda colocada (Mirinda Carfrae - Australia - que fez uma sensacional maratona em 2:57 e pulou de 9 colocação depois da bike para segunda no geral). Aliás segundo os locutores é a terceira vitória consecutiva dela. Também foi interessante notar que a primeira colocada na natação - Lucia Zelenkova da Rep Tchecoslovaquia - terminou em 14 na bike e 23 no geral. A segunda na natação foi 8 na bike e 21 no geral.

Ou seja, sei lá mas os atletas de ponta mesmo parecem que pegam leve na natação e sentam a bota depois. Eu teria que acompanhar vários ironman para poder afirmar isso, claro, mas...

O melhor brasileiro foi Reinaldo Colluci. Ele terminou a natação na posição 20, mas subiu para 6 na bike (acho que chegou a estar em quarto), então eu estava torcendo para que ele fizesse uma boa maratona. Mas o contrário aconteceu, ele fez uma maratona bem ruim e caiu para 21 no geral. O que, cá entre nós, não é rum, considerando que tinha 160 profissionais (mais 1700 amadores que largaram um opuco depois).

Fernanda Keller também fez um bom Ironman, mas longe da ponta. Ela terminou a natação na posição 39, caiu para 48 depois da bike e recuperou bastante sendo 37 no geral. Fez a maratona em 3:35:31. Não sei se teve alguma outra mulher brasileira na frente dela ( a classificação não mostra o país das atletas na lista geral), mas pelos nomes acho que não.

Chrissie Wellington, a primeira mulher, esteve sempre perto dos primeiros homens (mulheres e homens competem juntos). No geral (contando homens e mulheres) ela ficou na posição 23, passando vários homens na corrida que terminaram a bike antes dela. Impressionante..

Treino frio

Ontem eu fiquei assistindo o Ironman do Hawaii e acabei não indo correr ainda que estivesse afim. Hoje de manhã eu sai para o treino mais longo, e a temperatura bateu recorde depois do verão, 4 graus. E lá fui eu tirar o gorro e as luvas da gaveta. Mas ainda me recusei a colocar calça, fui de shorts.

O treino, que começou as 7:30, foi tranquilo, eu rodei entre 11 e 12 Km em cerca de 58 minutos. Acho que na corrida do Zoo no final de semana que vem eu vou conseguir fazer um sub 50 minutos para os 10Km. Hoje o treino foi agradável, sol nascendo, folhas do outono começando a cair, e eu revisitando a antiga trilha que corria todo dia, tudo bonito. Mas eu senti a falta de preparo para rodar 10Km. No final eu estava meio detonado embora ainda assim aumentei o ritmo. Foi bom, foi recompensante. Senti pouca dores nas costas, mas apesar de não estar atrapalhando as corridas (pelo menos esses treinos curtos), ela está lá no dia a dia. Eu estou epnsando em seguir a recomendação de um amigo e fazer rotineiramente alguns exercícios do Pilates, que fortalece os músculos da região da barriga. Parece que faz sentido pensar que o problema pode ser apenas músculos fracos, eu nunca exercito essa região mesmo...

Bom, terminei o treino e caminhei por cerca de uns 800m atéuma Starbucks, onde comprei um café de quase um litro para esquentar o frio...

Fridge Pick Up

Hoje eu peguei a conta de luz na caixinha do correio lá embaixo. Ela deve ter chegado no meio da semana mas como eu geralmente só passo na caixinha do correio depois dos treinos, acabei recebendo a conta somente hoje. A boa notícia é que dessa vez eu não vou ter que pagar nada pois eles me fizeram pagar $130 na primeira conta que estão devolvendo agora, como incentivo por eu ter colocado a conta no débito automático.

E a notícia engraçada é que junto com a conta vem uns folhetos com promoções e tal. Um deles é o "Fridge Pick up". Eles incentivam você a se livrar da sua geladeira velha e ficar só com a nova, ou comprar uma nova. Eles dizem que as geladeiras mais antigas gastam muito mais energia do que as modernas, por isso compensa se livrar da geladeira velha. E se você resolver aceitar a sugestão, eles vem pegar a geladeira velha sem cobrar nada e garantem que vão dar um jeito nela sem poluir o meio ambiente. Achei engraçado a primeira vista, mas não é apenas engraçado, se vc pensar faz sentido dependendo do quando se economiza em eletricidade trocando a geladeira, visto que estamos numa época onde o consumo crescente de energia é uma preocupação. Bom, quem sabe eu deveria desligar a geladeira e viver como no Brasil...

Outros programa de conservação de energia é o "peak saver" onde vc ganha $75 se deixar eles instalarem um aparelhinho na sua casa que controla o seu ar condicionado. Mas eu não tenho ar condicionado... Tem outro programa onde, se não me engano (pois eu li muito rapidamente) eles te fornecem informação detalhada (tipo de hora em hora) do seu consumo. Com isso você pode tomar algumas medidas para economizar energia, pode detectar as fontes de maior gastos.

Então vamos colaborar para não ter racionamento (embora eu tenha adorado o racionamento que teve no Brasil e eu nem pagava mais conta de luz por causa dos bunus que recebia).

sábado, 10 de outubro de 2009

História co Canadá - Capítulo 10 - Os Nativos e o Comércio de Couro no Oeste

Embora nos dias de hoje os povos nativos se julguem explorados, não era assim a dois séculos atrás. Os nativos no final do século XVIII participavam com entusiasmo do comércio de couro. A competição entre Hudson Bay Company e os cmerciantes de Montreal assegurava que eles continuariam tendo seu lugar no comércio de couro.

Com a Revolução Americana os comerciantes de couro de Montreal se viram numa situação muito difícil, visto que grande parte de sua fonte de couro vinha de onde se tornou os EUA. Para fazer frente aos comerciantes de Hudson Bay Company (HBC) eles se uniram com outros comerciantes e formaram a North West Company (NWC). Com a compatição, em 30 anos o número de postos de comércio de courto subiu de 17 para 430 de forma que onde quer que o nativo estivesse ele teria um posto onde poderia levar o couro por perto. Um posto de troca conveniente localizado e bons bens europeus era tudo o que os nativos queriam, de forma que os nativos adiquiriram muito da cultura européia.

Mas com a competição HBC-NWC os nativos mais ao norte também sofreram violência. Para manter os seus fornecedores nativos era frequente o uso de violência pelos europeus, em especial a tribo Dene. Quando isso acontecia os nativos muitas vezes se retiravam do comércio de couro, outras vezes eles retaliavam os europeus assassinando comerciantes. No Sul a violência acontecia menos mas nem sempre o comércio era bom para os nativos. A tribo Ojibwa por exemplo sofreu quando a caça ficou escassa em sua região, passando necessidade e houve até rumores de praticarem canibalismo. O comércio de pele mudou o seu ambiante e tornou a sua sobrevivência difícil.

Doenças contagiosas foram outro problema trazido pelos comerciantes. Por volta de 1780 uma epidemia de sarampo devastou tribos no Oeste do Canadá, vitimando pelo menos metade dos indivíduos.

Ainda na época do domínio Francês, o contato dos nativos com os povos de orígem européia era tão grande que estimou-se que 40% dos canadenses tinham pelo menos um sucessor entre os nativos por causa dos casamentos entre europeus e nativos. Esses descendentes que tinham sangue europeu e nativo geralmente não se identificavam com os brancos nem com os nativos, eles costumavam se identificarem mais com seus semelhantes. Com isso várias comunidades surgiram no Canadá dos chamados Metis (mixed blood). Os Metis não eram valorizados como os brancos e tinham sempre empregos de baixo salários. COm isso as comunidades Metis passaram a depender para sua sobrevivência sobretudo do comércio de couro. Diz-se então que o comércio de couro não só mudou a vida e cultura dos nativos mas também criou um povo totalmente dependente dela. A cultura dos Metis também era misturada entre a nativa e européia. A linguagem era frequentemente uma mistura do nativo e frances ou ingles. O mesmo aconteceu com outros aspectos da cultura, como a dança por exemplo. Com isso uma nova cultura surgiu da prática do comércio de couro.

Em 1812 HBC decidiu começar a colônia do Rio Vermelho (Red River Settlement) perto de onde é hoje Winnipeg. A colônia tinha por objetivo suprir os comerciantes de couro da região. Mas os comerciantes de NWC viram a colônia como uma ameaça e incentivaram as comunidades Metis a atacarem a colônia da HBC. A briga que se sucedeu envolveu o assassinato de pessoas da HBC e ações judiciais contra ambos NWC e HBC.Os fatos juntos levou ambas a uma posição financeira precária e finalmente houve a fusão das duas em 1821.A nova companhia levou o nome da Hudson Bay Company.

A história dos ingleses na costa oeste canadense começou em 1778 com a expedição de exploração do Capitão James Cook. antes disso a região era explorada por russos e espanhóis. Em 1774 os espanhóis mandaram expedições do México para o norte da costa do Pacífico, com a finalidade de tomar a região para eles. Em 1975 eles clamaram a costa Oeste do Canadá e dos EUA para o rei da Espanha. Em 1789 os Espanhóis começaram a construir um forte na costa Pacífica do Canada onde Cook tinha ido 11 anos antes. Em 1790 guerra entre ingleses e espanhóis foi evitada pela Convenção Nootka Sound que estabeleceu ocupação conjunta da costa ao norte de San Francisco. voltando um pouco, em 1778, James Cook trocou bens europeus por pele de lontra marinha, capturadas por nativos Nuu'chah'nulth da região costeira do Canadá. Cook fez muito sucesso com a venda na China dessas peles o que abriu um enorme comércio de pele de lontra marinha na região, explorado pro Ingleses, Americanos, Espanhóis e Franceses. Os nativos eram duros comerciantes, sempre impondo suas condições de forma que os bens europeus não devastou a cultura desses povos do oeste. Em 1793 os ingleses começaram a ir mais para o interior da costa oeste e estabelecer postos de comércio de pele de castor. Dessa forma por volta de 1821, embora o oeste ainda era uma área menos explorada, os ingleses já tinham presença ativa com o comércio de pele de Castor e Lontra.

Com isso terminamos a parte 3 do livro (América do Norte Britânica). A parte 4, que vai de 1815 a 1867, fala sobre o desenvolvimento das sociedades colôniais no Canada (Maturing Colonial Societies).

Ironman Hawaii

Hoje tem o Ironman do Havai. E eu estou aqui ligado na transmissão pela internet aqui. É um grande evento que deve ser bastante interessante de assistir, eu na verdade nunca assisti um Ironman.

Agora eles estão mostrando os atletas antes do início, checando suas bikes e tal, é impressionante o mar de bikes que tem lá.

Não é meu objetivo escrever muito aqui sobre esse ironman já que não acompanho o esporte, mas vou tentar assitir este, vamos ver...

Dia de Ação de Graças

O dia de Ação de Graças (que eles dizem thanksgiving) é uma das datas festivas mais importantes do Canadá. É quando eles comemoram as colheitas que vem no final do verão. É feriado no Canadá e será comemorado nesta segunda feira (emfora as festas mesmo se espalham pelos 3 dias do feriadão).

Dado o clima daqui, é bem fácil de entender porque eles festejam tanto e a gente nem conhece essa data. No passado a agricultura era muito importante para os canadenses (dizem que a tradição começou com os povos nativos). Se a colheita não fosse boa eles provavelmente passariam fome no longo inverno. Por isso a importancia de uma boa colheita e o porque de eles festejarem tanto. No Brasil o inverno não e bem definido, principalmente no Norte, assim não há muito a preocupação de se preparar no verão para o inverno.

Imagino que ainda hoje o verão seja muito importante para quem tem fazendas aqui. Os que criam gado devem se preparar no verão para colher forragens para guardar para o inverno tal que o gado não passe fome. E mesmo outras culturas, como milho, a única chance que tem de colher é no verão.

Quem mora em cidades não vê muita diferença, e se não pensar um pouco nem entendem porque Thanksgiving é tão importante. Mas todo mundo comemora muito, eu diria que quase como se fosse um Natal. Famílias se juntam e é a maior festa. E comem muito peru.

Um colega me disse que aqui existem perus selvagens e não são fáceis de pegar. No passado ter peru na mesa era um previlégio, era considerado uma caça nobre. Talvez essa seja a explicação de eles comerem muito peru agora. Mas tem outras aí pela internet.

Ontem no trabalho fomos dispensados as 14h. Acabou que algumas pessoas nem foram no escritório. Eu acabei caindo fora as 3:30. A galera sempre diz "happy thanksgiving" ao sair e praticamente todos tem alguma programação especial. Os Canadenses sempre tem almoço com a família e os que não nasceram aqui parecem que usam o feriado mais como outros feriados, descansam, viajam. Eu não tenho nenhuma programação especial, será um feriado como os outros...

Oktoberfest em Kitchener e Waterloo

Estes dias está tendo a Oktoberfest em Kitchener e Waterloo. Eu pensei que seria uma boa oportunidade para conhecer as duas cidades, indo até lá de bike. Fui na internet e tracei o percurso de Toronto a Kitchener - são pelo menos 110 Km.

O Google map tem uma função bem interessante, ele desenha a rota para você, e se você não gostar você pode ir mudando ela por partes e ele redesenha e recalcula a distância. É bem interessante isso não, as coisas ficam muito fáceis. Tracei uma rota que me satisfez pois era fora da cidade. 150Km.

Ok, entrei no site do evento. Não achei muita coisa que me interessasse. Imagine, indo de bike até lá, numa época que provavelmente a cidade estaria cheia, tornando mais difícil andar de bike. E achar hotel. Só valeria a pena mesmo se fosse algo que eu fosse realmente me divertir. Ok, desisti de ir até porque tem um terceiro fator, o frio. A temperatura tem ficado ao redor dos 10 graus, o que é friozinho para ficar andando de bike por aí....

Enfim, no Oktoberfest...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Qualidade de Vida

Segundo o Índice Anual de Desenvolvimento Humano, da ONU, o Canadá é o quarto país do mundo em qualidade de vida. Esse índice é composto de 3 partes - Saúde, Instrução e padrão de vida e eles tem os indicadores que medem cada uma destas partes.

Pensando nestas 3 áreas, é bem visível a diferença do Canadá que ficou em quarto lugar para o Brasil que ficou em Septuagésimo Quinto lugar. É bem visível a diferença na qualidade de vida entre os dois países, ainda que a primeira coisa que eu me perguntei é como eles calculam esse indice. Na corrida de manhã com o Trevor eu disse a ele que para o Canadá ficar em quarto lugar eles provavelmente não incluem a temperatura....rs.

Uma coisa interessante e muito boa é que eles disponibilizam os dados todos, de todos os países, alguns inclusive em séries históricas. Dessa forma o internauta que estiver interessado pode brincar muito com os dados. Eu não olhei a fundo como o índice é calculado, mas me perguntei se, dado que tem tantas coisas nesse índice, não haveria alguma área em que o Brasil se sai bem.

Só dei uma olhada rápida mas parece que sim, tem coisas que somos muito bons (e outras que somos muito ruins, o que resulta num índice geral médio). No resumo sobre o Brasil, o país está em décimo terceiro no percentual de mulheres alfabetizadas medido como percentual dos homens (No Brasil as mulheres levam vantagem nesse quesito, elas são mais alfabetizadas do que os homens de uma forma geral). Mas eu não encontrei a tabela completa para ver a posição do Canadá neste indicador. Parece que em geral o Brasil tem melhores índices na disparidade entre sexos.

Mas de qualquer forma 75 é meio vergonhoso. Que o nosso governo abra o olho e pense mais na população em vez de seus bolsos...

Treinos

Hoje eu corri de manhã com o Trevor, a uma temperatura por volta dos 8 graus. Foram uns 5Km apenas. A tarde eu fui correr com o Nathaniel. Ele está inscrito na corrida do zoologico, assim como eu, só que ele nunca participou de uma corrida antes. Parece que o que motivou ele a participar é o fato de ele não se conformar que eu tenho muito mais resistência do que ele (obviamente, pois ele nunca correu antes), de ele ver que o estado dele é precário. Bom, mas ele se inscreveu para a corrida mas não treinou. Estamos a duas semanas da corrida e acho que a água bateu na bunda e ele resolveu começar. Tarde demais, ele não vai conseguir fazer muito nestas duas semanas (e na verdade vai ter que tomar cuidado para que os treinos, ainda que curtos, não o façam chegar no dia da corrida cansado).

De minha parte foi tudo bem. De manhã eu estava me sentindo ótimo, quase sem dores nas costas. A tarde o começo do treino foi um pouco doloroso, mas logo eu estava ok. Do meu trabalho até a casa dele dá entre 2 e 3 Km, que eu tive que correr ida e volta a mais que ele. Então antes de chegar na casa dele eu estava bem, aquecido (pois estava 12 graus ) e sem dor. Quando terminei a corrida percebi que as costas estavam doloridas. Mas vamos ver, quem sabe vai passar e de qualquer forma eu tô procurando um médico bom...

domingo, 4 de outubro de 2009

História do Canadá - Capítulo 9 - Redefinindo a America do Norte Britânica

Ok, agora com internet em casa vamos voltar aos relatos sobre a história do Canada...

Com a vitória e independência americana, os moradores da ex-colonia britanica que eram leais a inglaterra tiveram que deixar o país. Cerca de uns 15000 deles foram para Quebec e outros 35000 para Nova Scotia, colonia britânica no Canada. A inglaterra deu a eles terra e as vezes até dinheiro para começar a nova vida de forma que a situação deles não foi tão dramática. a maioria dos leais (em ingles Loyalists) no entanto foram para a Inglaterra ou para a Índia. Grand eparte dos que foram para Nova Scotia acabaram vendendo as terras ganhadas e saindo de lá. Os que foram para Quebec, por outro lado eram mais fazendeiros e acabaram ficando.

Cerca de 3000 negros leais também foram para Nova Scotia mas receberam terras mais afastadas e de menos valor, fora os conflitos que acabaram sobrendo com a ssociedade local Metade deles acabaram foltando para a Africa quando tiveram oportunidade. Os negros escravos dos americanos receberam a promessa de liberdade e terras se lutassem contra os americanos, em favor dos ingleses. Eles formavam a maioria dos negros leais que deixaram os US e foram para Nova Scotia. Nessa época havia cerca de 2000 negros escravos em Nova Scotia.

Muitos nativos que viviam ao sul dos grandes lagos, terras que passaram a pertencerem aos Americanos, se moveram para o Norte pois eram aliados dos Britânicos. Algumas tribos trocaram suas terras por armas, roupas e produtos europeus e acabaram ficando sem terra.

Em 1791 o governo britânico baixou o ato constitucional que dividiu Quebec em Upper Canada e Lower Canada. Upper Canada tinha maioria que falava inglês, os leais que fugiram dos US. Lá o sistema legal Ingles prevaleceu enquanto no Lower Canada a maioria da população falava frances e o antigo sistema frances continuou em operação. Isso foi uma tentativa do governo britanico de acabar com o pessimismo da populaçao quanto a dmeocracia. Como não é difícil de prever, o Lower Canada compreendeu a região onde hoje é o sul de Ontário e Upper Canada seria em maior parte onde hoje é a província de Quebec.

Upper Canada(UC) - A população do UC cresceu 9 vezes com a vinda dos Leais dos US depois da Revolução Americana. A capital do UC ficou sendo Yoek, depois nomeada Toronto em 1834. UC era bem servido por estradas, construidas pelo governo britânico para fins militares (entre essas estradas estava Yonge Street, uma das principais ruas de Toronto). UC era dividido em distritos e cidades. As cidades tinham seus representantes administrativos eleitos pelos que tinham terra, mas quem tinha mais podera eram os juizes que faziam as leis, apontados pelo governo. A população no UC tinha cada vez mais visão democrática e era descontente com o pouco poder que seus representantes tinham.

Lower Canada (LC) - Apesar da imensa maioria da população falar francês, o poder no LC era mantido por uma minoria de pessoas que falavam inglês, que eram apontados e tinham suporte financeiro do governo britânico. Muitos deles fizeram fortunas com comércio de pele e madeira, com o comércio em geral ou com destilarias (brewery). Com o domínio por Napoleão das fontes de madeira na europa no começo do século XIX, o s britânicos incentivam muito a extração de madeira na colônia e em 1810 74% das exportações do LC era madeira. A pele que era responsável por 76% das exportações em 1770 caiu para 10% em 1810.O comércio de madeira também incentivou o cmeço da indústria de navios em Quebec. A população que falava frances era cada vez mais frustrada por não ter acesso ao poder no LC. Com isso o sentimento nacionalista cresceu muito entre eles, pois eles se viam como quem deveria dominar o LC. Eles viam a democracia como a única forma de preservar a cultura e lingua no LC. Em 1806 os nacionalistas tinham um jornal próprio "Le Canadien" que foi retaliado em 1810 por críticas ao governo.

No LC as terras eram emplamente dominadas pelos que tinham mais poder sendo que os pequenos proprietários cairam em uma grande crise no começo do século XIX, pela sistemática divisão de suas terras entre filhos, pela política do governo que dificultava eles produzirem para exportação, pelas técnicas precárias usadas na lavoura e empobrecimento em anos que a produção era baixa. Com isso muitos proprietários de terras procuraram empregos na extração de madeira, serrarias, pesca, comércio, fabrica de navios, comércio de pele,etc. Isso foi também fator que incentivou o pensamento de reformas políticas entre a população que falava frances no LC.

Em 1812 a Inglaterra entra em guerra com Estados Unidos principalmente por causa da política para com os povos nativos que viviam na fronteira e política sobre neutralidade em alto mar. A guerra porem foi lutada principalmente por tropas britânicas e povos nativos e a resolução do conflito também não envolveu a colônia. Isso reforçou a ideologia anti-democrática das elites no UC e o nacionalismo do povo que falava frances no LC. Na guerra os Americanos focaram na invasão do UC, já que a maioria de sua população havia ido para lá dos US. Eles pensaram que os canadenses iam se entregar visto o descontentamento com a elite britânica e o pouco poder dos eleitos. Uma minoria dos canadenses o fez e o resto da população era mal treinada para a guerra e descontentes com o governo inglês. Os ingleeses no entanto tinha bastante nativo a seu lado e tomaram Detroit, vencendo uma batalha e auentando a moral do povo no UC. Nas batalhas seguintes, que duraram até 1814 os Americanos tomaram de volta Detroit, queimaram Niagara on The Lake, invadiram Toronto e Kingston sem no entanto conseguir tomá-las. Os ingleses por outro lado atacaram Buffalo e Washington DC e expulsaram os Americanos de Montreal.

Alem de UC e LC, a outra parte das colônias britânicas na América do Norte era Maritime (a parte do Canadá que fica na costa do Atlantico). Por ficar perto do mar era mais fácil para os ingleses defender Maritimes e os Americanos sabendo disso não invadiram Maritimes. O comércio the madeira, serralherias, pele em Maritimes cresceu muito com o bloqueio que Napoleão impos contra a Inglaterra. A guerra contra os americanos e franceses fez com que ambos saissem das águas do atlantico norte fazendo com que a pesca fosse dominada por Newfoundland.

Embora a guerra de 1812 é pouco citada em livros de história americanos, ela é um motivo de orgulho para os Canadenses. A expulsão dos Americanos e a união de falantes de inglês e francês para defender a colônia fez crescer o sentimento de união entre as duas colônias. No entanto a guerra também refreou um pouco o sentimento democrático uma vez que ficou claro que sem os britânicos eles seriam anexados aos US. US e Inglaterra assinaram um tratado de paz em Dezembro de 1814 pelo qual ambos os lados se retiraram de territórios invadidos durante a guerra. US e Inglaterra nunca mais iriam declarar guerra um ao outro em sua história. Ainda assim por muito tempo ambos os lados consideravam o outro como potencial ameaça. Por conta disso (então sendo considerados frutos da guerra) foi construido o Canal Rideau que liga Otawa a Kingston e fortes em ambos os lados da fronteira.

Conclusão - Entre os anos de 1783 e 1815 os laços entre as colônias e a Inglaterra se fortaliceram por causa das guerras (com França e US). Os Leais vindo dos US contribuiram muito para tornar a colônia, essencialmente francesa, mais britânica. O sistema mercantil ficou mais forte por conta da guerra contra a França (Napoleão).

Nuit Blanche






Todo ano a cidade de Toronto abre os seus museus ao público durante uma noite inteira. Não só museus, mas também artistas independentes apresentam seus trabalhos. O resultado é que nesta noite mais de 100 diferentes lugares ficam abertos ao público, totalmente de graça, apresentando alguma forma de arte contemporânea. Os grandes museus de Toronto que estão na área central da cidade também abrem (como o Royal Ontario Museum, a Art Gallery of Ontario e o Bata Shoe Museum).

Eu lembro que alguem me falou disso no ano passado mas eu não dei muita atenção. Esse ano porem o Trevor me disse na sexta, saindo do trabalho e eu resolvi checar o site. A idéia é que você fique a noite inteira acordado, visitando lugares com exibições. E tem muito lugar, se vc pensa que vai conseguir visitar metade deles, pode tirar o cavalo da chuva.

O negócio me interessou. Tentei fazer uma lista na internet dos lugares onde eu queria visitar e depois tentei otimizar o itinerário. Resolvi ir de bike pois alguns lugares são longe. Mas eu tinha muito lugar para visitar na minha lista, sei lá, uns 40.

A noite estava meio fria, uns 10 graus, mas eu fui bem agasalhado. Saí de casa cedo, por volta das 7h e fui devolver uns DVDs, depois comecei o meu percurso.


As exposições estavam legais, o que me incentivou a continuar, e eu fui tentando tirar fotos de bastante coisa para ter registrado os diferentes lugares que passava. No começo não tinha muita gente e a bike tava funcionando bem - eu chegava no endereço, amarrava a bike num post e entrava lá para conferir.

Logo porem eu perdi uns dos locais que estavam na minha lista. Não sei o que houve, mas não achei uma das ruas lá. Nesse momento também eu percebi que as ruas estavam ficando cheias, muita gente caminhava em todo lugar. Eu continuei meu roteiro, não fiz questão de procurar o lugar que perdi.

Eu tinha planejado entrar no Royal Ontario Museum e na Galeria de Arte de Ontário, mas a fila estava enorme. Sinceramente, eu acho que vale mais a pena pagar para entrar nestes lugares e ficar lá com calma, o lugar mais sossegado, sem tanta gente.

Eu passei no cento onde um painel de 4 letras estava em frente da prefeitura, e as palavras mudavam de vez em quando. Ali haviam também várias outras exposições em prédios vizinhos, então estava tudo muito congestionado de gente. Quem estava de carro teve que ter muita paciência e mesmo quem tava a pé tava difícil de andar em certos lugares. Acho que o evento atrai mais pessoas do que a comemoração de Ano Novo. Me pareceu porem que a bike era o jeito melhor de se locomover. Havia muitas pessoas de bicicleta.

Eu fui logo embora do centro, rumo Oeste pela Queen Street, que tinha muitas pontos de atrações. Por isso também tinha muita gente nas calçadas, em todo lugar, mesmo quando não era tão perto do centro. Terminei a Queen por volta das 2 da manhã e fui para a Libert Street, ainda a Oeste do centro, onde havia vários outros pontos.

Chegando lá as exibições são quase todas ao ar livre, o que facilitou muito as coisas e tornou tudo mais rápido. É simpre chato ficar amarrando a bike num poste, tirando as luzes, carregando o capacete, depois voltar, colocar luzes, desamarrar a bike... Ali na Libert Street porem eu conseguia chegar perto das exibições, algumas bem estranhas (como na primeira foto) e difícil de entender. As vezes tinha um painel explicando mais ou menos a idéia. Enfim, era arte moderna.

Por volta de 3:30 eu terminei minha jornada pela Libert Street e voltei para o centro da cidade, era uma boa pedalada, principalmente se vc tá meio cansado e sem dormir na madrugada fria. Por volta das 4h eu cheguei na prefeitura novamente e fiquei um pouco ali, até resolver voltar para casa. Mas as coisas só fechariam as 8 da manhã, quer dizer, eu ainda tinha tempo para visitar várias outras exposições se eu quisesse. Mas eu estava cansado. E as 4h da manhã as ruas no centro já não estavam mais tão lotadas, a maioria das pessoas já tinham caido fora.

Indo para casa eu passei na frente da Biblioteca Central onde tinha curso de dança (e também algumas apresentações eu acho). Resolvi parar e entrar para ver. Naquela hora estava tendo um tipo de curso onde os instrutores ficavam no palco e muitos casais ficavam em baixo tentando segui-los. Bom, eu estava sozinho, não tinha muito o que fazer por alí, mas ainda assim fiquei um tempo dando uma olhada.

Era perto das 5h quando eu peguei a minha bike de volta para casa. Estava bem cansado, sentindo um pouco as costas, mas também com as pernas cansadas do treino na manhã do sábado que acabou sendo mais longo do que o planejado e toda a peregrinação de bike pela noite de Toronto.

Acabou sendo bastante legal, uma experiência diferente. Esse é o tipo de coisa que acho que nunca vamos ver numa cidade como São Paulo, entre outras ciosas pelo seu tamanho e por ser apertada. Foi algo bem diferente e interessante... Aqui estão todas as fotos que tirei, elas são em geral das exibições. Muitas não ficaram boas porque a minha câmera não é boa para tirar fotos a noite (ou eu não aprendi a mexer nela...).

sábado, 3 de outubro de 2009

Outros Documentários

When we were Kings é um documentário sobre a luta histórica entre Muhammad Ali e George Foreman, dois dos maiores pugilistas peso pesados de todos os tempos. Na verdade acho que Ali é amplamente considerado o número 1 da história do box. É interessante, especialmente interessante conhecer a personalidade de Muhammed Ali. Engraçado, falador, desafiador, mas também parecendo ter uma grande consideração pelos povos da África que considera como seus irmãos. A luta foi no Zaire, onde ele pareceu muito querido. Enfim, mais do que a luta em si (vencida por Ali), eu achei o proprio lutador a parte mais interessante do filme.

Up the Yangtze é um documentário sobre a represa de Three Gorges, no rio Yangtze, na China. A represa formada por causa da usina hidrelétrica que é a maior do mundo em capacidade instalada, inundou vilas e fez muita gente se mudar. O documentário é focado em uma família muito pobre que vive as margens do rio e sobrevive cultivando terras alí que não pertencem a ninguém (bom, pertencem ao estado). Eles nãotem para onde ir e estão muito preocupados com a subida da água. Por fim o filme mostra a casa deles sendo inundada, e eles mudaram para um cômodo um uma vila próxima. O filme mostra talbém a preocupação de outros que perderam suas casas, a revolta com a baixa indenização dada pelo governo, a luta do povo simples que é obrigado a deixar o lugar onde nasceram e cresceram. Do outro lado o grande navio de turistas sobe o rio fazendo dinheiro com a maior usina hidreletrica do mundo...

Só como curiosidade, a nossa Itaipu é a segunda em capacidade instalada, embora o seu lago seja mais de duas vezes maior do que Three Gorges. Depois temos Tucurui, que se não me engano é a quinta maior do mundo. Three Gorges ainda não está terminada mas já gera energia. O Brasil é um dos pouquíssimos países que usa energia hidrelétrica para fornecer a maior parte de sua energia (mais de 80% da nossa energia é hidrelétrica) e o Canadá é outro país nesta lista (Noruega, Suiça e Venezuela são os outros unicos que usam hidreletricas para fornecimento de mais de 50% da energia consumida). Apenas 5% da energia consumida pelos US vem de hidrelétrica, como comparação. A energia produzida pelas hidreléticas não deixa resíduos, mas as hidrelétricas causam impacto negativo no ambiente com a inundação de terras. Hidrelétricas também são motivos de grande preocupação pelo potencial desastre que pode acontecer se a barragem se rompe, e também agora por serem bons alvos para ataques terroristas...

Man on Wire é um documentário muito legal sobre o frances Philippe Petit, que andou sobre um fio que ligava as duas torres do World Trade Center, em no dia 7 de Agosto de 1974. O filme, que mostra não só o climax com Phillipe andando no fio entre as torres mas também toda o plano para conseguir fazer isso, acaba sendo como um filme onde ficamos ansiosos com o desfecho (embora muitos já o conheçam - a travessia de uma torre a outra). A questão é que ele nunca iria conseguir permissão para fazer isso, ele o fez burlando a lei. Na calada da noite ele arranjou um jeito de levar todo o seu equipamento até o topo das torres e instalá-lo, para na manhã do dia seguinte caminhar sobre o fio (que pesava 200Kg). No Wikipedia é chamado "O crime artístico do século". Ele ficou lá sobre o fio, depois de uma noite sem dormir, por 45 minutos, com os policiais esperando ele na ponta do fio, para prendê-lo - A parte engraçada, pois os policiais não podiam buscá-lo no meio das duas torres. É interessante a paixão do sujeito por andar sobre o fio (embora acho que isso venha principalmente da paixão por ser visto e admirado), e pela arte que isso significa para ele. É um espetáculo também, pois tudo é feito a uma altura inimaginável, sem proteção alguma.

Road to Guantanamo é um documentário que reconstitui a viagem de alguns jovens para o Afeganistão no tempo em que os US invadiram o país procurando Bin Laden. Embora os jovens não são culpados de nada (eles eram ingleses também) segundo o documentário, eles são capiturados e submetidos a interrogatórios sob condições desumanas e tortura no Afeganistão e depois na prisão em Guantanamo, em Cuba. No final eles são reconhecidos inocentes, assim como, segundo o filme, a imensa maioria dos que acabaram indo para Guantanamo. É um documentário interessante.

Olimpíadas no Brasil!

E no treino da quinta de manhã eu estava conversando com o Trevor sobre a candidatura do Brasil para as Olimpíadas de 2016. Disse a ele que eu não era muito a favor pois se gasta muito dinheiro com as obras, aí não só tem o problema da corrupção (pois tudo quanto é obra no Brasil tende a ser superfaturada e quando a obra saí, tambem tem um monte de político que sai com o bolso cheio).

Ele me disse que pode ser bom, apesar disso. Me disse que depois das olimíadas de inverno em Calgary o Canadá se tornou uma potencia nos jogos de inverno, pois a olímpiada foi um incentivo muito grande para a galera praticar os esportes de inverno, investimentos e tal.

Ontem no trabalho, a tarde, veio uma colega me dar os parabéns, quando eu perguntei porque ela me disse que tinhamos sido selecionados para as olimíadas de 2012. Eu tava concentrado no trabalho, nem tinha lembrado disso. Ok, então vamos sediar as olimpíadas! Talvez eu vote para o Brasil para assitir. Mas será que eu estarei no Canadá em 2016? Tá longe, melhor nem pensar...Bom, eu espero que o esporte outros alem do futebol cresçam no Brasil como consequencia das olimpíadas. Que o governo invista mais, que a população pratique mais. Somos grandes e poderíamos ser uma potência nos jogos olimpicos.

Aqui ambas as Olimpiadas de Inverno e de verão são importante. Eles chamam de jogos de inverno e jogos de verão. Tanto que um outro sujeito que vei conversar comigo disse "vai estar calor hein, pois vai ser verão e o Brasil é quente...". Mas vamos estar no Inverno apesar que o Rio costuma ser sempre quente... Eu disse a ele que sim, vai estar calor, mas vai ser inverno...

Treino

Esta semana foi boa de treinos, visto que eu só não corri na segunda e sexta. Apesar disso os treinos foram lentos e curtos, para dizer a verdade o loop acho que não dava nem 5Km. Mas voltando das dores nas costas e tal eu achei que era melhor mesmo rodar pouco e devagar. Mas a dor não piorou, talvez tenha melhorado. Então ontem eu resolvi não correr para hoje ir mais longe.

Não tinha planejado nada, mas decidi que iria correr na Bloor, seguindo a linha do metrô sentido Oeste, e pegaria o metrô de volta. A idéia era pelo menos 10Km. Por volta das 6:30 lá foi eu e tive que dar um tempo na porta do predio porque estava chovendo forte. Temperatura de 9 graus, então eu não tava muito afim de me molhar. Mas a chuva logo passou e lá fui eu, pelas calçadas molhadas.

O treino foi gostoso, a temperatura deve ter aumentando um pouco, estava agradável apesar de eu estar correndo com blusa. Corri devagar, acelerando per vezes quando eu me sentia bem. Chegando na estação Old Mill eu fiz as contas, com certeza tinha chegado nos 10Km planejados (não foi muito fácil fazer as contas pois eu não corro com relógio mais e nem planejei a rota, então eu tive que me basear nas avenidas e na distância aproximada entre elas que eu sabia mais ou menos. Essa é uma vantagem de morar numa cidade bem planejada, vc consegue até calcular a distância contando quantas avenidas vc já passou).

Quase parei na Old Mill, mas tinha uma boa subida depois dela e eu decidi ir até a próxima estação que era a Royal York. Lá parei e caminhei uma duas quadras para frente, voltei para a Royal York e peguei o metrô. O percurso até a Royal York está aqui. Deu quase 13 Km.

Na televisão que tem no metrô estava dizendo que não tinha trem entre as estações Jane e Keele. Santo azar. Eu iria ter que pegar um ônibus na Jane que me levaria até a Keele, e lá retornaria ao metrô. O problema é que quando isso acontece os ônibus são lotados e eu estava suado, e provavelmente com um cheiro agradável, ideal para ficar expremido num busão. Na Jane aquele monte de pessoa aguardava o ônibus e eu acabei desistindo, saí da estação e fui correndo até a Keele, 3 estações depois. Mais 2 Km de corrida, totalizando 15 Km.

O treino foi bem legal, estou ganhando confiança para voltar aos treinos mais sérios e talvez tentar mais velocidade. Quem sabe logo estou incluindo os longos novamente nos sábados...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Cinema

Na sexta passada fui no cinema. Eu tinha programado um jantar com o Nathaniel a noite e acabou que ele me fez ir no cinema porque ele jah tinha o cinema planejado com a noiva dele. Foi legal porque eu conheci a noiva dele, que veio com mais 2 amigas. Eles sao todos etiopes e conversavam em Amarico, a lingua predominante na Etiopia.

Bom, fomos assistir Julie & Julia (na verdade nao tivemos a opcao dos filmes de acao por causa das meninas que nao queriam). Eu acabei votando nesse filme, mas nao tinha percebido que era uma comedia. O naquele cinema soh tinha filme americano.

No final das contas foi legal. O filme eh sobre uma garota que estah entediada no trabalho mas gosta de cozinhar e resolve fazer algo diferente. Ela cria um blog onde lanca o desafio de experiemntar todas as receitas de um livro de receitas escrito por uma mulher que eh um idolo para ela. O filme eh criativo por acompanhar ao mesmo tempo essa garota e voltar no tempo acompanhando tambem a vida da outra mulher que escreveu o livro de receitas (e que eh muito engracada). Eles disseram que eh baseado em acontecimentos reais...

Recomecando

A semana de treinos foi muito boa, digo, a dor nas costas nao piorou e eu corri quase todos os dias, embora nao mais do que 5Km por dia. Amanha devo fazer algo mais longo. Mas vamos devagar. Esta semana tambem foi marcada pela chegada do frio. A temperatura despencou e todo dia de manha tem estado abaixo dos 10 graus. Mesmo assim isso nao atrapalhou os treinos. O negocio eh nao parar para estar embalado quando o inverno chegar de verdade...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Rodolfo no programa do Jo


Hoje a noite eu resolvi ficar um pouco mais acordado para pegar o Rodolfo conversando com o Jô Soares. No começo o papo parecia que ia ficar na tecnologia e computadores, já que o Rodolfo é o chefe lá na informática. Mas eis que o tema mudou para a corrida e o Rodolfo tava em casa. Achei que o papo foi legal, embora o tempo tenha sido bem curto. O Jô deu um fora quando ele chamou o video de uma corredora de Samoa que correu os 100m rasos, mas ele disse que ia apresentar uma maratona... Ele aprende...

Bom, achei que o Rodolfo se saiu bem. A Eleonora também estava lá na platéia e até deus umas palavras comentando a primeira corrida do Rodolfo na praia. O Jô Soares eu achei que ficou bem mais velho, fazia tempo que eu não o via. Aqui tem mais shots do programa.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Até o ano que vem, verão...

Hoje na volta para casa de bike eu senti pela primeira vez o frio do inverno. A temperatura de 12 graus caiu para bem menos que isso com forte vento contra. E eu nem tinha levado roupa apropriada para o frio. Amanhã segundo a previsão, não passará dos 10 graus. E olhando no resto da semana, não chegarmos aos 20 graus. É, talvez 20 graus somente no ano que vem... Confesso que é um pouco triste dizer tchau para o verão e saber que temos pelo menos 6 meses pela frente de frio, frio e frio. Talvez mais ainda porque eu pouco aproveitei o calor, devido ao problema nas costas. E ainda mais porque o calor esse ano não foi assim tão quente, não durou tanto. Sim, parece ter sido diferente, parece que tivemos menos calor. Mas o negócio é não parar, que venha o inverno e lá vamos nós denovo...

A Waterfront Marathon

Na semana passada recebi um email do amigo Rodolfo Lucena dizendo que algumas personalidades do mundo da corrida participaram da Waterfront Marathon. Opa, então vai ter essa maratona denovo no fim de semana? Sim, ia acontecer novamente a maratona onde consegui o meu recorde pessoal e eu tava tão desligado que nem sabia. Devo confessar que o problema nas costas me deixou completamente afastado do esporte. Com o aviso do Rodolfo o fim de semana foi legal pois fiz algo que não seja dormir, fui lá acompanhar a maratona e escrevi um relato pro blog do Rodolfo.

Por isso também acabou sendo um fim de semana de bastante exercício. No sábado eu corri de casa até a exposição, deve dar uns 10Km. Apesar de sentir ainda as costa tenho notado que a dor não piora depois dos treinos ou de andar de bike. Voltei para casa e sábado a tarde fui alugar mais uns filmes, na verdade acabei alugando apenas documentários, que a loja lá tem bastante.

Somingo acordei cedo e peguei a bike para ir até o Km 10 da corrida. Sentia o cansaço do dia anterior, não dava para ir correndo. Na verdade tenho me sentido bem fora de forma. Fui me pesar no Brasil (pois aqui ele medem o peso em pounds e não sei, acho que vc tem que comprar a balança. O resultado é que eu nunca me peso por aqui.) e deu 95Kg. Não é possível, isso são 10Kg a mais do que eu pesava a dois anos atrás quando vim para cá. Eu devo estar ficando gordo, mas 95Kg é muito perto de 100Kg, sei lá, meio amedrontador. Me consolei pensando que podia ser músculos dado que eu passei muito tempo correndo praticamente todos os dias. Enfim, estou me cansando fácil nos treinos então essa estória de músculos deve estar furada...

Foi uma boa pedalada de bike até o Km 10, depois voltando para a largada dos 5Km e para o final da maratona. E hoje de manhã corri mais um pouco com o Trevor. Ou seja, parece que estou começando novamente, foi um bom final de semana. Mas ainda resta um pouco de dor, então vamos, mas se ser com muita sede ao pote...

Aqui estão as fotos que tirei no fim de semana.

Alguns documentarios e filmes

Spellbound – Nos US existe todo ano uma competição onde participam alunos até oitava série soletrando palavras e tentando ser os melhores. Este é um documentário que segue alguns deste estudantes desde quando foram campeões regionais e foram selecionados para participar da final nacional em Washington. É uma competição onde as crianças basicamente devem soletrar corretamente palavras difíceis e os que erram vão sendo eliminados. O documentário é bastante interessante sob vários pontos de vista. Um deles é como diferentes estudantes encaram o desafio de modo diferente. Existem desde aqueles que vêem como uma coisa normal e nem dão muita importância ao evento até aqueles que se matam de estudar para a compatição. Foi também interessante o fato de que 3 descendentes de indianos aparecem no filme, dando a impressão de que eles são bons nisso. Outro ponto é o quanto isso é bom para as crianças, visto que notadamente eles sofrem uma grande pressão, principalmente para os que levam muito a sério a competição. Em certo ponto parece não ser justo para eles, tipo, seriam muito jovens para estarem competindo desta forma. E finalmente, agora um ponto de vista mais estatístico talvez, seriam os que vencem os melhores? Não me pareceu. Não sei como são escolhidas as palavras para cada estudante mas me pareceu evidente o fato de que alguns deles serem bons e terem a má sorte de sairem com uma palavra extremamente difícil enqunato outros não tão bons tem a sorte de pegarem palavras mais fáceis. Enfim, não me pareceu justo. De qualquer forma é interessante e as palavras que eles tem que soletrar são horripilantes, coisa que a gente nunca ouviu na vida.

9to5 days in porn – O documentário retrata a vida dos profissionais que fazem filmes pornográficos. Eu não sei, achei interessante, mas acho também que o documentário focalizou apenas uma parte da indústria, a parte mais formal e com menos problemas. É um negócio diferente, que muitos de nós julgamos inaceitável, mas que talvez dependa apenas do ponto de vista, do ambiente em que crescemos. Eu tenho assistido mais documentários ultimamente, tentando talvez preencher uma lacuna cultural, mais do que ter entretenimento. Então não sei, acho que me limitaria e dizer que na minha opinião esse tipo de produção não tem nada cultural a oferecer. Ou talvez eu esteja enganado?

Manufacturing Consent – Documentário sobre Noam Chomsky, um linguista e intelectual americano que ficou famoso sobretudo por sua visão polêmica sobre o capitalismo, sua visão anarquista, sua crítica à mídia. Este documentário é basicamente sobre sua crítica a mídia como um instrumento dos poderosos para manipular o povão. Às vezes as suas idéias parecem tão extremas ao ponto de serem alucinações. Como por exemplo quando ele fala que a mídia reflete os interesses do governo e são todas “compradas” e não confiáveis, manipuladoras. Mas alguns exemplos que ele dá parecem fazer sentido, como a não cobertura pela mídia das tragédias no Timor Leste decorrente de sua invasão pela Indonésia – pois segundo o documentário os US estavam ganhando muita grana com a venda de armas. Comparação entre textos escritos pela mídia inglesa e americana, onde a americana excluiu muitas informações. As idéias anarquistas de Noam Chomsky são bastante atrativas e confesso que do topo de minha baixa intelectualidade eu sempre achei que o melhor fosse não ter governo. Mas isso me parece apenas o mundo ideal que não tem chance de ser real visto que o ser humano tem por natureza a o poder como seu principal objetivo. Me chamou a atenção no documentário o fato de NC ser uma pessoa inteligente nos debates com outras pessoas. Ele parece ter suas idéias bem fundadas e ter resposta para cada crítica a sua teoria. É algo para pensar bastante. A democracia seria então apenas uma outra espécie de ditadura onde o povo na verdade é manipulado de forma a aceitar e deixar os poderosos no poder. Parece que faz sentido para o Brasil.

The Corporation – É um documentário sobre as grandes companhias e sua ganância, desrespeito ao ser humano pela busca do dinheiro acima de tudo. As grandes corporações não estariam preocupadas com o ser humano, com o ambiente, com nada, elas fariam de tudo para serem mais e mais ricas. O documantário tem entrevistas com Noam Chomsky, Michael Moore e várias outras pessoas.

The Antarctic – Documantário que segue uma expedição Canadense/Francesa/Argentina à Antarctica na busca por evidências do aqueciemnto global. O documentário é bonito e interessante. Várias espécies de animais são mostrados e seu ciclo de vida é contato, com especial atenção em como o aquecimento global tem afetado essas espécies. Entre elas várias espécies de pinguims, os albatrozes, as focas, leões marinhos, os crew que são uma espécie de camarão, entre outras. É sempre interessante ver ambiente tão diferente. Quanto ao aquecimento global eu ainda não sei ao certo o quanto de real evidência existe. Parece que na maior parte as evidências não são concretas e tudo o que observamos possa ser simplesmente um ciclo pelo qual a terra passa desde antes da existância do ser humano. Apesar da aparente falta de evidências concretas (talvez visto o pouco conhecimento que o ser humano tem nesse momento) eu não acho que ok, falta evidência então podemos fazer o que quisermos. Pelo contrário, acho que é mais do que evidente que estamos indo longe demais do ponto de vista de destruição do ambiente, da nossa ganância por poder, do nosso desprezo pelas consequências, da nossa busca pelo consumo. Acho que vai chegar num ponto onde vai ser tarde demais para voltar atrás (talvez já tenhamso chegado). É igual o teste de hipótese em estatística – geralmente dizer que não há evidências da hipótese alternativa ( que seria o aquecimento global) não quer dizer que há evidências da hipotese nula (não há aquecimento global ou qualquer outra coisa acontecendo com o meio ambiente).

Born into Brothels – Documantário vencedor do Oscar que segue a vida de algumas crianças na india que são filhos de mulheres que trabalham na prostituição. O documentário se torna comovente por causa da idéia de que as meninas, sem educação e sem opção, seguirão a vida das mães. É dificil pensar nisso quando olhamos para uma menina de 8 ou 10 anos. As condições de pobreza, de falta de recursos, de falta de higiene e a busca difícil de uma das diretoras do filme também são pontos comoventes. A diretora vive com as crinaças e tenta ensinar fotografia a elas como um meio de tirá-las daquela situação. Isso logo faz com que a imagem de crianças filhas da prostituição desapareça e elas seja vistas no filme como qualquer outras crianças – bonitas, alegres, criativas, sonhadoras. Mas então vem a realidade que se mostra de forma injusta para essas crianças. Apesar do Oscar, me parece que o documentário andou sendo criticado pelos indianos principalmente, afinal não foi uma propaganda positiva para a índia, e esse não é um problema só deles. Aliás vai saber o quanto também acontece nos US. Mas independente de onde seja, a imagem que ficou para mim é que muito sofrimento existe no mundo e tantos pagam caro sem nunca terem feito nada de errado...

Bon Cop Bad Cop – filme canadense bastante engraçado que começa com a descoberta de um corpo sobre a placa que divide Ontario de Quebec. O corpo então na divisa das duas províncias faz com que os policiais dos dois lados tenham que trabalhar juntos. O que segue então é um monte de conflitos entre os dois, causados pela língua e pelas diferenças culturais. Acaba sendo bastante engraçado e interessante para entender um pouco o Canadá.